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Economia

Dólar recua a R$ 5,18, mas fecha agosto em alta; Ibovespa avança

UOL Economia ·
Dólar recua a R$ 5,18, mas fecha agosto em alta; Ibovespa avança

O dólar foi negociado na última sessão de agosto em leve baixa, cotado a R$ 5,18, influenciado pela alta do petróleo no exterior, com escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã. Entretanto, a moeda americana fechou mês com variação positiva ante real.

Dólar teve última sessão do mês em leve baixa. No comercial para a venda, a moeda americana fechou cotada a R$ 5,18, queda de 0,31% ante fechamento da sexta-feira.

Moeda americana fechou mês em alta. Após abrir agosto cotado a R$ 5,07, o dólar emendou sequência de valorização ante o real, chegando a bater a máxima de R$ 5,22 dia 18, pressionado por fluxo negativo de recursos estrangeiros para o Brasil.

Dólar subiu ante o real em três meses, mas teve quatro quedas mensais. A divisa caiu ante a moeda brasileira em janeiro (-5%), fevereiro (-1,5%), abril (-4,4%) e julho (-1,9%); subindo em março (+1,4%), maio (+1,4%) e junho (+2,4%).

Fluxo de recursos externos está negativo no mês. Segundo dados do Banco Central, o saldo entre saídas e entradas está negativo em US$ 2,6 bilhões até a última sexta-feira (21). O comportamento mantém viés de julho, quando déficit em transações correntes do balanço de pagamentos somou US$ 8,1 bilhões em julho de 2026, ante US$ 6,9 bilhões em julho de 2025.

O cenário externo tende a continuar pressionando o real, principalmente caso os dados americanos reforcem a possibilidade de alta dos juros em setembro. No mercado doméstico, o fluxo estrangeiro começa a apresentar sinais de melhora, mas as saídas acumuladas em agosto ainda permanecem elevadas, próximas de R$ 18,7 bilhões. Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora

No exterior, petróleo subiu e alimentou aversão a risco. O viés é influenciado pela escalada da tensão no Oriente Médio, após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã , o que amplia incertezas sobre a reabertura do Estreito de Hormuz. Mercado reage ainda ao acordo entre a Casa Branca e a Venezuela que amplia a participação americana na exploração das reservas venezuelanas. O contrato futuro com vencimento em dezembro para o barril do tipo Brent, referência internacional da commodity mais negociada, fechou com alta de 2,71%, a US$ 90,49.

O mercado trabalha com um prêmio de risco mais elevado não apenas pelas incertezas sobre a retomada dos fluxos físicos de petróleo e derivados pelos estreitos de Hormuz, mas também pela retomada das ofensivas diretas entre Washington e Teerã. Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX

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