Hermes Klann defende negociação em vez de PEC que acaba com jornada 6x1
Ao discursar em Plenário nesta segunda-feira (31), o senador Hermes Klann (PL-SC) criticou duas matérias em análise na Casa: a PEC 221/2019, que acaba com a jornada de trabalho conhecida como 6x1, e a MP 1.357/2026, que deu fim à chamada “taxa das blusinhas”.
Ao tratar da PEC 221/2019, ele disse ser favorável a mais tempo de descanso para o trabalhador, mas argumentou que mudanças na jornada de trabalho devem ser definidas por meio de negociação entre trabalhadores e empregadores — em vez de serem determinadas por lei. — Sou contra transformar uma discussão legítima em uma solução única.
Acredito na liberdade de escolha, no diálogo e na negociação entre as partes.
Trabalhadores e empregadores precisam ter voz.
Cada setor tem uma realidade, e o que funciona para uma indústria pode não funcionar para um restaurante.
Não existe uma jornada igualmente adequada para todas as atividades.
Por isso, defendo a negociação coletiva — declarou.
O senador também afirmou que a redução da jornada pode aumentar o custo da hora trabalhada e, assim, elevar os custos de produção, levando à redução dos investimentos e ao aumento de preços em alguns setores.
Esse cenário, salientou, pode prejudicar o poder de compra dos trabalhadores.
Sobre a MP 1.357/2026 (medida provisória que "zerou" o Imposto de Importação para compras de até US$ 50), ele observou que a discussão sobre a matéria deve considerar os efeitos sobre comerciantes, indústrias e empregos no país. — Não quero proteger o empresário brasileiro da concorrência.
Quero proteger o empresário brasileiro da concorrência desleal.
Não podemos olhar apenas para o preço da blusinha.
Precisamos olhar para o emprego que existe atrás da blusinha — destacou.
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly
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