Do trabalho infantil ao sonho de ser engenheiro: adolescente mudou de vida no AM
Crianças sentadas em uma rua de Manaus Rickardo Marques Aos 11 anos, um adolescente que vive no Amazonas começou a trabalhar nas ruas para ajudar a sustentar a família.
Sem ser identificado, ele contou à Rede Amazônica que vendia produtos e ajudava a mãe e os irmãos com o dinheiro que conseguia.
"Eu comecei aos 11 anos.
Trabalhei vendendo cascalho, salgado na rua", disse.
A história do adolescente é um exemplo de uma realidade que ainda atinge milhares de crianças e adolescentes no estado.
Mais de 50 mil pessoas de 5 a 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no Amazonas em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Pela legislação brasileira, o trabalho só é permitido a partir dos 14 anos, na condição de aprendiz.
Dos 16 aos 17 anos, o adolescente pode ter carteira assinada, mas não pode exercer atividades noturnas, insalubres ou perigosas.
Agora no g1 Em Manaus, um estudo realizado em 2019 apontou que as ocorrências mais frequentes de trabalho infantil estavam nas ruas, principalmente no comércio informal e em feiras.
O levantamento também identificou trabalho doméstico, exploração sexual e aliciamento pelo tráfico de drogas.
No interior do Amazonas, a maior parte dos casos estava relacionada à agricultura e à pesca.
Trabalho precoce compromete desenvolvimento Segundo o sociólogo Luiz Carlos Marques, o trabalho precoce pode comprometer uma fase importante do desenvolvimento.
Para o especialista, a infância deve ser dedicada à educação, ao lazer, à convivência e a atividades próprias dessa etapa da vida.
"Quando uma criança entra no mercado de trabalho, seja por qualquer motivo de questões sociais da família, é como se ela tivesse a infância roubada.
Ou seja, ela dá um salto para a frente e enfrenta uma outra realidade, que é o mundo adulto aplicado a uma criança", afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.