Presos comemoram aniversário do PCC com cocaína em penitenciária no MS
Presos da Penitenciária de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, de Campo Grande (MS) festejaram com cocaína o aniversário de 33 anos do PCC (Primeiro Comando da Capital), a maior organização criminosa do Brasil, comemorado no último dia 31.
O PCC foi fundado em 31 de agosto de 1992 na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, em São Paulo. O estado do Mato Grosso do Sul é um dos maiores redutos da organização criminosa paulista, que hoje está presente em 28 países.
As comemorações foram filmadas pelos próprios detentos, com o uso de telefone celular e as imagens circularam em redes sociais. Um grupo de detentos foi identificado e transferido ontem para outras unidades prisionais do estado.
Durante os festejos, alguns presos sobem em mesas e pulam, gritando "uuhhh é PCC". Outros detentos são vistos nas imagens usando telefones celulares dentro da cadeia. Alguns postam mensagens e outros filmam toda a ação.
Os vídeos mostram uma mesa preta com quatro fileiras de um pó branco. A Polícia Civil acredita tratar-se de cocaína. Nas imagens aparece um pavilhão lotado de presos - muitos sem camisa - ovacionando a organização criminosa e mandando "salve" (recado) para faccionados de outros estados.
Na manhã de hoje, a Polícia Penal deflagrou a Operação Nêmesis na prisão, em busca de drogas, telefones celulares e outros objetos ilícitos, como facas e estiletes.
Segundo a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), a ação concentra revistas gerais e procedimentos de segurança voltados à fiscalização da unidade, à prevenção de irregularidades e ao enfrentamento da atuação do crime organizado no sistema prisional.
A operação ocorreu após o vazamento do vídeo. "A conduta pode configurar falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984)", diz a Senappen.
Os internos identificados foram transferidos de presídio. "A operação integra o trabalho permanente desenvolvido pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul no enfrentamento ao crime organizado. Até julho de 2026, foram realizadas 56 revistas em unidades prisionais de todo o estado, além dos procedimentos de segurança que integram a rotina dos estabelecimentos, com acompanhamento da Gerência de Inteligência".
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