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91% das mulheres do DF já sofreram violência psicológica e 82%, violência física, diz pesquisa

G1 Distrito Federal ·
91% das mulheres do DF já sofreram violência psicológica e 82%, violência física, diz pesquisa

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal, em parceria com a secretaria da Mulher, lançou um panorama da violência contra a mulher no DF.

Pesquisa aponta que 91% das mulheres do Distrito Federal relataram já ter sofrido violência psicológica e 82% dizem que foram vítimas de violência física.

Dentre elas, 48% foram agredidas pelo companheiro (veja detalhes abaixo).

Além disso, 78% das mulheres da capital afirmam conhecer pouco ou nada sobre medidas protetivas, embora 98% conheçam ou já tenham ouvido falar da Delegacia da Mulher. ⚠️ Veja ao final da reportagem o que são medidas protetivas de urgência e como solicitá-las Os dados são da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do Instituto de Pesquisa DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência.

Os números integram o Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma de dados do Senado em parceria com o Instituto Natura e a Gênero e Número.

Ainda conforme a pesquisa, o DF também tem uma proporção maior de mulheres (28%) com conhecimento sobre a Lei Maria da Penha, na comparação com a média nacional (21%).

Mas o cenário muda quando a pergunta é sobre instrumentos concretos de proteção. 'Paradoxo da proteção' Mulher pede pizza para denunciar violência doméstica no DF.

Para Beatriz Accioly, antropóloga e gerente de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra Mulheres no Instituto Natura, o Distrito Federal vive uma espécie de "paradoxo da proteção".

"Isso mostra que visibilidade da rede e capacidade de navegar pela rede não são a mesma coisa.

Podemos ter conseguido dizer às mulheres que determinados serviços existem, mas ainda temos um caminho importante para que elas saibam quais direitos têm, o que podem esperar da política pública e como acessar proteção quando precisam", explica.

Ela pontua que um direito que a mulher não conhece é também um direito mais difícil de acessar.

"Se ela não sabe que uma medida protetiva existe, essa possibilidade sequer entra no conjunto de alternativas que ela consegue considerar diante da violência", diz Accioly.

No entanto, ela pondera que a permanência de uma mulher em uma relação violenta não significa, necessariamente, o desconhecimento dos direitos.

"Romper uma situação de violência envolve risco, vínculos afetivos e familiares, filhos, moradia, renda e muitas outras condições que esta pesquisa não foi desenhada para explicar individualmente." "Não adianta entregar à mulher uma informação e deixar sobre ela toda a responsabilidade de transformar essa informação em segurança.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Distrito Federal.

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