Flávio tem 40,4% e Lula, 38,4% no 1º turno, diz Futura
Pesquisa Futura aponta Flávio Bolsonaro com vantagem sobre Lula em potencial disputa presidencial de 2026
Uma pesquisa de intenções de voto divulgada na quinta-feira (24 de setembro de 2026) coloca Flávio Bolsonaro na dianteira da corrida eleitoral para a Presidência da República. De acordo com o levantamento conduzido pela Futura em parceria com 100% Cidades, o candidato do PL registra 40,4% de preferência entre os eleitores brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concorrendo pela chapa do PT, vem logo atrás com 38,4%, mantendo, portanto, uma diferença de dois pontos percentuais em favor do candidato de oposição.
Detalhes da Pesquisa
O estudo foi realizado entre 19 e 23 de setembro de 2026, envolvendo 2 mil eleitores distribuídos em diferentes regiões do Brasil. A instituição responsável pelo levantamento obteve o número de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-05268/2026, cumprindo os procedimentos de transparência exigidos pela legislação brasileira. A margem de erro apresentada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, o que significa que há alta probabilidade de os resultados refletirem o panorama geral da preferência eleitoral no país.
A realização da pesquisa teve investimento de 160 mil reais, despesa coberta pela própria Futura Consultoria e Assessoria Ltda., empresa responsável pela execução técnica do trabalho.
Simulações de Segundo Turno
Além de mensurar as intenções para a primeira rodada da votação, a pesquisa apresentou cinco cenários distintos para um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Esses exercícios buscam prever como os eleitores se comportariam em confrontações diretas entre candidatos específicos.
No primeiro desses cenários, em um embate direto entre Flávio Bolsonaro e Lula, o candidato da sigla liderada por Valdemar Costa Neves alcançaria 49,4%, mantendo a vantagem sobre o titular da Presidência, que registraria 43,7% das preferências. Essa simulação sugere que a polarização de votação já estabelecida poderia se perpetuar em uma disputa de segundo turno envolvendo esses dois nomes.
A pesquisa também testou um cenário onde Lula enfrentasse Ronaldo Caiado, governador do estado de Goiás. Nessa hipótese, o presidente alcançaria 42,5%, enquanto Caiado teria 46,5%, indicando uma possível vantagem daquele que hoje administra a unidade federativa central do Brasil.
Um terceiro cenário apresentado foi o de uma disputa entre Lula e Romeu Zema, candidato do Novo. Nessa simulação, ambos aparecem tecnicamente empatados, com Lula marcando 43,3% e Zema chegando a 43,8%, demonstrando uma margem tão estreita que ficaria dentro do intervalo de margem de erro do levantamento.
O confronto hipotético entre o presidente e Renan Santos, representante do partido Missão, mostraria Lula com 43,8% contra 41,7% do desafiante. Esse cenário colocaria o presidente em posição um pouco mais confortável comparado a alguns outros testados na pesquisa.
Por fim, a pesquisa examinou o que ocorreria se Augusto Cury, candidato pelo partido Avante, chegasse à segunda fase das eleições. Nesse caso, o candidato do Avante superaria Lula, com 46,3% contra 41% do presidente, sugerindo outro cenário onde o titular enfrentaria dificuldades.
Rejeição e Desaprovação
Um dado relevante revelado pela pesquisa relaciona-se aos níveis de rejeição dos candidatos consultados. Lula aparece com 50,3% de rejeição, o que significa que metade dos eleitores entrevistados afirmou que não votaria nele em hipótese alguma. Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra 44,6% de rejeição, ficando portanto numa posição um pouco mais confortável nesse indicador específico.
Avaliação do Governo Atual
O levantamento também voltou seus esforços para medir como a população avalia a gestão do presidente em exercício. Conforme os resultados apresentados, 48% dos entrevistados consideram o governo Lula como ruim ou péssimo. Por outro lado, 34% dos eleitores opinaram que a administração é boa ou ótima. Uma parcela intermediária, correspondente a 17% dos respondentes, caracterizou a gestão como regular. Apenas 1% alegou não possuir informação suficiente para fazer uma avaliação.
Quando questionados especificamente sobre a aprovação do desempenho de Lula enquanto presidente, 53,3% manifestaram desaprovação. Em contraste, 44,2% expressaram aprovação do trabalho do mandatário. Um pequeno grupo, de 2,6%, não soube oferecer resposta definida sobre esse ponto.
Contexto das Eleições de 2026
As eleições presidenciais brasileiras de 2026 ocorrem em um cenário político complexo, marcado por polarizações que moldaram a competição eleitoral nos últimos anos. A disputa entre Lula, que retornou ao Palácio do Planalto em 2023 após vencer a eleição anterior, e seus opositores, representa a continuidade de uma dinâmica de confronto ideológico que caracteriza o cenário político contemporâneo do país.
Flávio Bolsonaro é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi derrotado por Lula em 2022. Sua candidatura reveste-se de significado simbólico para segmentos que apoiam a política desenvolvida durante a administração anterior. O entorno do candidato do PL inclui figuras influentes no espectro conservador brasileiro e representa uma linha de continuidade com a agenda política perseguida entre 2019 e 2022.
O presidente Lula, por seu turno, campanha a partir do legado de sua administração desde janeiro de 2023. As políticas econômicas, sociais e as posições internacionais adotadas por sua gestão constituem o principal pano de fundo no qual sua campanha se desenrola. A aprovação inferior a 45% registrada nesta pesquisa sugere que setores significativos da população possam estar insatisfeitos com a trajetória até aqui.
O que Acompanhar
Os próximos meses até as eleições de 2026 trarão novas pesquisas que poderão confirmar, refutar ou modificar o quadro captado por este levantamento. A evolução econômica, mudanças no cenário político doméstico e acontecimentos relacionados aos próprios candidatos podem alterar as preferências expressas neste momento.
Observadores da política eleitoral deverão acompanhar de perto o comportamento de eleitores ainda indecisos, que não aparecem com destaque neste primeiro levantamento. Será igualmente importante monitorar como o cenário de segundo turno se configurará conforme novos candidatos confirmem ou desistam de suas candidaturas. A campanha oficial, que terá seu cronograma definido pela Justiça Eleitoral, promoverá mudanças na exposição e visibilidade dos concorrentes, o que pode refletir nas taxas de intenção de voto. Os debates presidenciais, quando realizados, representarão outro momento crucial para possíveis deslocamentos nas preferências dos eleitores.
Principais pontos:
• Flávio Bolsonaro lidera com 40,4% contra 38,4% de Lula em pesquisa que ouviu 2 mil eleitores de 19 a 23 de setembro
• Cinco cenários de segundo turno simulados mostram Flávio vencendo contra Lula (49,4% a 43,7%), mas Lula prevalecendo sobre Zema e Santos
• Rejeição de Lula chega a 50,3% da população, enquanto Flávio registra 44,6%, revelando base significativa de eleitores contrários a ambos
• Avaliação negativa do governo Lula aparece em 48% dos entrevistados, com desaprovação de seu desempenho em 53,3%, indicando insatisfação generalizada
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