Como a Ferrari tenta driblar falta de potência para não fazer feio em Monza
Agora que a Honda fez uma atualização importante em seu motor, a Ferrari tem o pior motor a combustão da Fórmula 1. Isso tem a ver com decisões que foram tomadas lá atrás no projeto e jogaram a prioridade em outras áreas, mas que ficam expostas em pistas de alta velocidade como o palco da 13ª etapa do campeonato, o autódromo de Monza.
A Ferrari já comprovou nesta temporada que é possível para eles andarem bem em uma pista de alta: eles venceram em Silverstone e também em Barcelona (que não é exatamente uma pista de alta velocidade, mas entra na lista das "power hungry", em que o motor a combustão é muito usado não só para acelerar o carro, mas também para recarregar a bateria).
A diferença destas duas pistas para Monza é a quantidade de curvas. Afinal, é nelas que a Ferrari conseguiu fazer a diferença pela qualidade de seu chassi. Mais do que isso, eles puderam tirar mais pressão aerodinâmica do carro, diminuindo a resistência ao ar nas retas, sem perder tanto no equilíbrio do carro nas curvas. Assim, eles conseguiam ganhar tempo em relação aos rivais, especialmente nas curvas mais lentas, sem perder tanto nas retas usando a aerodinâmica para compensar o motor.
Mas Monza é diferente destas duas pistas: são quatro retas e apenas 11 curvas, com mais de 80% da volta sendo feita com o pé embaixo. Ou seja, há menos chances de compensar qualquer perda nas retas com a estabilidade nas freadas e tração superior do carro italiano.
Então o caminho é diminuir o máximo possível a resistência ao ar. Pensando nisso, a Ferrari terá uma configuração especial de asa traseira e, principalmente, de assoalho, no estilo do que eles já fizeram, com sucesso, em Silverstone.
E o motor também deve ser atualizado. Por ter um rendimento (bem) mais de 4% pior que o melhor motor a combustão, a Ferrari tem direito a duas atualizações de performance neste ano e duas no ano que vem. Os maiores passos são esperados somente para 2027, mas os italianos vão estrear o segundo passo de desenvolvimento neste fim de semana. O primeiro também foi pequeno e está sendo usado desde o GP da Áustria.
Os torcedores podem até achar estranho que o motor a combustão da Ferrari esteja atrás de Honda ou Audi. Os alemães, por exemplo, calculam que seu déficit da unidade de potência como um todo seja de 1 segundo por volta. Como um motor que luta por vitórias com a equipe de fábrica poderia estar atrás deles?
O motor a combustão é um dos elementos da unidade de potência. Ele é muito importante porque corresponde ao mesmo tempo por metade da potência total gerada e alimenta a bateria.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.