CBV barra atletas trans em competições femininas de vôlei
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Até então, a confederação permitia a presença de atletas trans em torneios de mulheres, estabelecendo que elas se submetessem a tratamentos hormonais que mantivessem os níveis de testosterona abaixo de 5 nmol/L —seguindo recomendação da FIMS (Federação Internacional de Medicina do Esporte).
Com a nova decisão, a oposta Tifanny Abreu, do Osasco , fica impedida de seguir atuando por seu clube em competições femininas da modalidade.
Em fevereiro, a jogadora chegou a ter sua participação na Copa do Brasil de vôlei feminino proibida por vereadores de Londrina , sede do torneio. A decisão acabou posteriormente revertida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) .
"A CBV se adequa ao atual cenário regulatório internacional e à necessidade de assegurar alinhamento entre os critérios aplicáveis às competições nacionais e aqueles adotados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol) e pela CSV (Confederação Sul-Americana de Voleibol)", informou a confederação por meio de nota.
"A CBV passa a seguir —a partir de hoje— os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI —publicada em março deste ano— que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino", acrescentou.
A verificação será feita por testagem e triagem do gene SRY , regra aprovada em setembro de 2025, incorporada pela FIVB e já aplicada na Liga das Nações.
Sob críticas de grupos LGBTQIA+ e de direitos humanos , entidades esportivas, federações internacionais e governos vêm promovendo um endurecimento das regras sobre a participação de mulheres transgênero em competições e eventos esportivos.
World Aquatics (Natação), World Athletics (Atletismo) e UCI (Ciclismo) foram algumas das federações que adotaram regras mais rígidas nos últimos anos, voltadas à elite do esporte.
A alegação é a de que as ações visam preservar a justiça na categoria feminina e estariam embasadas em supostas vantagens competitivas em relação às atletas cis, devido a exposição à testosterona quando ainda se identificavam com o gênero masculino.
Segundo especialistas, não há até hoje, porém, consenso acadêmico sobre eventual vantagem trans.
"Não há dados científicos sólidos que atestem a vantagem da mulher trans em competições femininias, até mesmo pela amostra muito pequena de atletas de alto rendimento que permitam a realização de estudos", afirmou Rogério Friedman, médico endocrinologista professor titular da Faculdade de Medicina da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e consultor da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem).
"Toda essa discussão em torno da participação de mulheres trans no esporte acontece em um contexto de pouca evidência científica, e acaba sendo muito influenciada por questões políticas, ideológicas, além de parecer ter também um componente de preconceito", acrescentou o especialista.
Professor da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), fundador do Centro de Medicina do Estilo de Vida e colunista da Folha , Bruno Gualano assinalou que uma me
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