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Ciência

Invasão de caranguejos na Itália ganha tentativa de solução inesperada: polvos

Galileu ·
Invasão de caranguejos na Itália ganha tentativa de solução inesperada: polvos

Uma equipe de cientistas italianos está apostando em um predador natural para tentar conter a expansão do caranguejo-azul (Callinectes sapidus) no mar Adriático, que banha a Irália.

Desde junho, pesquisadores da Universidade de Bolonha já soltaram cerca de 80 mil filhotes de polvo-comum no litoral italiano, na esperança de que os animais ajudem a reduzir a população do crustáceo invasor, que vem causando prejuízos à pesca e à produção de mariscos.

“Escolhemos o polvo porque, na natureza, ele é um predador formidável de crustáceos”, disse à Agência France-Presse (AFP) Antonio Casalini, técnico em aquicultura e integrante da equipe responsável pelo projeto Octo-Blu.

Lançada no ano passado com financiamento da região da Emília-Romanha, a iniciativa busca estabelecer uma população de polvos capaz de atuar como um opositor natural ao caranguejo-azul.

As autoridades da Emília-Romanha estimaram que a espécie tenha causado quase 17 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhões) em prejuízos desde 2022.

Prejuízos à pesca Originário da costa atlântica da América do Norte, o caranguejo-azul chegou ao Mediterrâneo há algumas décadas, provavelmente transportado pela água de lastro de navios.

Nos últimos anos, porém, sua população aumentou de forma acelerada, favorecida, segundo autoridades e pescadores, pelo aquecimento das águas associado às mudanças climáticas.

Com garras afiadas e grande habilidade para abrir conchas, o crustáceo se tornou uma ameaça especialmente grave no nordeste da Itália, uma das principais regiões produtoras de amêijoas da Europa.

Eles podem pesar até 1 quilo e são excelente nadadores, possuindo poucos predadores naturais na região.

É justamente essa característica que os pesquisadores esperam alterar com a introdução dos polvos.

Como os polvos são soltos Os pequenos polvos são criados em tanques de água salgada em um laboratório de Cesenatico, cidade portuária da Itália.

Quando atingem o estágio adequado, os filhotes são retirados dos tanques aos milhares e transportados em grandes sacos plásticos até o mar.

Em algumas ocasiões, o transporte é feito no próprio barco de pesca de Sanulli.

Os animais são então liberados próximos a recifes subaquáticos, onde os pesquisadores instalaram tocas artificiais feitas de cimento e argila.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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