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Arenão articula reforma eleitoral anti-Nikolas

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Arenão articula reforma eleitoral anti-Nikolas

Dez partidos do Centrão tentam costurar uma reforma eleitoral para reduzir o poder de influenciadores com o "efeito Tiririca". José Roberto de Toledo e Thais Bilenky avaliam no A Hora Extra , edição especial do podcast para assinantes do UOL .

O tema é um dos destaques do episódio desta semana. O podcast de notícias do UOL está disponível nas principais plataformas. Ouça aqui .

Segundo Toledo, o crescimento do PL e a votação expressiva de nomes como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato - que puxaram outros candidatos - assustou legendas que perderam espaço e querem votar mudanças ainda na atual legislatura.

PL fez uma bancada muito maior, foi o partido que mais cresceu. A frente de esquerda, capitaneada pelo PT, também cresceu, mesmo que menos. E os partidos do meio, entre uma ponta e outra, diminuíram. Eles fizeram uma reunião rara, porque não é só o Arenão: é ele ampliado - PSD, PP, União Brasil, Podemos, Cidadania, MDB, PSDB, Republicano, Solidariedade e PRD - para mudar a legislação eleitoral e evitar que os influenciadores façam bancadas maiores até mesmo que as dos partidos. José Roberto de Toledo

Toledo diz que a reunião, noticiada pela Folha de S.Paulo, terminou sem consenso e com uma nova rodada marcada para o dia 28, depois do segundo turno. Para ele, a divergência aparece quando os partidos tentam escolher qual regra muda sem se prejudicar.

A questão é sempre o 'como'; no detalhe que mora o diabo. Como você vai mudar para segurar o PL, evitar que ele engula o Arenão, sem prejudicar você mesmo? José Roberto de Toledo

Toledo aponta duas alternativas em debate: o "distritão", em que se elegem os mais votados independentemente do partido, e o voto distrital misto, que combina um voto no candidato do distrito e outro no partido, com uma lista prévia.

Ele critica o distritão por "jogar voto fora" e reduzir o papel das legendas, já que a votação individual passa a ser tudo. Já o distrital misto, diz, mudaria o incentivo que hoje permite que um candidato muito votado "puxe" outros na mesma legenda.

A priori, no sistema distrital misto, o Nikolas Ferreira não serve pra nada, porque oou ele vai ganhar a votação num distrito - e só ele, não carrega ninguém junto -, ou vai estar na lista. Mas se estiver na lista, vai estar votando no partido, não no Nikolas. Há uma neutralização da importância do influenciador. José Roberto de Toledo

Mas Toledo ressalta que o distrital misto tem um ponto sensível: o desenho do mapa dos distritos, que hoje não existe no Brasil. Ele afirma que, em outros países, quem traça o mapa pode influenciar o resultado, o que torna difícil prever quem ganharia com a mudança.

Ao refazer as contas com base no distritão, Toledo diz que o PL elegeria menos deputados do que elegeu pela regra atual, mas o ganho entre os dez partidos não seria uniforme - e isso trava um acordo.

Se tivesse valido a regra do distritão nesta eleição, o PL faria 19 deputados a menos. Em vez de 121, 102. E a soma desses dez partidos aumentaria nove. O problema é que alguns perdem e outros ganham entre as legendas. Eles não chegaram a um acordo porque uns ganham e outros perdem dependendo do modelo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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