Maduro e esposa se declaram inocentes em audiência nos EUA sobre acusações de tortura
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes nesta quinta-feira, 15, em tribunal em Nova York, por acusações de c onspiração para cometer tortura de adversários políticos, incluindo de cidadãos dos Estados Unidos.
Maduro e Cilia, ambos com os tornozelos acorrentados, foram levados ao tribunal para responder a uma denúncia reformulada no início do mês que, indo além das acusações iniciais de tráfico de drogas, passa a imputar-lhes a liderança de uma campanha de repressão patrocinada pelo Estado. + Maduro e esposa são acusados nos EUA de ordenar tortura de americanos O ex-líder venezuelano desafiou, por duas vezes, a solicitação de um juiz para que se manifestasse sobre as acusações.
Por por meio de um intérprete no tribunal, classificou-as como “falsas acusações e falso testemunho”.
Irritado, o juiz Alvin K.
Hellerstein tomou a iniciativa e interveio, declarando: “Será registrada uma alegação de inocência em nome do Sr.
Maduro”.
Os dois foram capturados por forças americanas em Caracas em 3 de janeiro e levados a Nova York, onde respondem também por acusações relacionadas a narcoterrorismo, tráfico de cocaína e armas.
Ambos se declararam inocentes e permanecem presos no Brooklyn.
Continua após a publicidade Com a nova denúncia, o número de acusações contra o casal passa de quatro para cinco.
O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027, sob a condução do juiz federal Alvin Hellerstein.
Acusações Em 8 de outubro, p romotores federais de Nova York formalizaram as acusações de conspiração para cometer tortura.
Segundo a denúncia, os dois teriam participado da coordenação de um sistema de repressão que incluía a tortura de opositores políticos e de cidadãos americanos mantidos em prisões na Venezuela.
Continua após a publicidade O documento, de 30 páginas, afirma que Maduro teria ordenado pessoalmente abusos contra detentos, recebido informações sobre o tratamento dado a prisioneiros e, em alguns casos, determinado o agravamento das torturas.
Flores também é acusada de ordenar abusos e de participar da supervisão do aparato de repressão.
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