Ações que subiram até 49% após o 1º turno vão sustentar a alta? Analistas avaliam
O mercado brasileiro não esperou o segundo turno para mudar de humor.
Em poucos pregões depois da votação, as ações mais sensíveis aos juros domésticos passaram a liderar as altas da Bolsa.
Como os preços se moveram antes dos balanços, agora cabe às empresas mostrar que conseguem acompanhar o novo patamar.
Entre o fechamento de 2 de outubro, último pregão antes do primeiro turno, e o de 13 de outubro, Magazine Luiza ( MGLU3 ) subiu 49,28%, Smart Fit ( SMFT3 ) avançou 40,95% e MRV ( MRVE3 ) ganhou 32,86%, ficando entre as maiores altas do Ibovespa no período.
O gatilho comum foi a queda dos juros futuros , com o DI para janeiro de 2029 passando de 13,75% na sexta-feira (2) para 12,65% na segunda-feira (5).
Leia também Fim da escala 6×1: quais ações e setores da Bolsa brasileira sentirão maior impacto? Bancos e corretoras apontam pressão sobre custos e margens, com efeitos diferentes entre varejo, construção, saúde, educação e serviços Para Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, o que move os preços é a taxa de desconto, e não o setor.
“A taxa de desconto traz uma sensibilidade muito grande para os valuations”, diz.
Reagem mais, segundo ele, as empresas dependentes do Brasil e com dívida líquida entre 20% e 40% do valor da firma, já que a redução dessa dívida se transformaria em valor para o acionista.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro, e a pesquisa Quaest de 14 de outubro mostrou empate técnico, com Flávio Bolsonaro (46%) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (44%).
Diante desse cenário, Régis Chinchila, analista de research da Terra Investimentos, avalia que a alta “representa uma reprecificação de expectativas, não a confirmação de uma mudança de governo” .
A dúvida é se as empresas conseguem entregar resultados compatíveis com o novo preço.
Magazine Luiza ( MGLU3 ) A ação da varejista mais que dobrou em um mês.
Em setembro, a ação saltou 61% , puxada principalmente por notícias da própria empresa.
Entre elas estão o acordo com o Mercado Livre , a revogação pela Anvisa da medida que impedia a empresa de vender medicamentos, ainda dependente de regulamentação, e as dificuldades da Casas Bahia , principal concorrente.
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