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Tecnologia

Palo Alto Networks usa IA para proteger redes antes da exploração de falhas

IT Forum ·
Palo Alto Networks usa IA para proteger redes antes da exploração de falhas

Corrigir uma falha depois que ela se torna pública deixou de ser defesa suficiente.

É essa premissa que a Palo Alto Networks coloca no centro do PAN-OS 12.2 Ceres , nova versão de seu sistema operacional de segurança de redes, apresentada neste mês, com a proposta de destaque para o próximo ano da empresa, a fim de gerar proteção contra vulnerabilidades que ainda não ganharam um número de CVE (Common Vulnerabilities and Exposures), o identificador público usado para catalogar vulnerabilidades de segurança.

O recurso que sustenta a tese, o Advanced Virtual Patching, usa modelos de inteligência artificial de fronteira (frontier AI) para identificar essas falhas e distribuir defesa em poucas horas, segundo a companhia, contra a média de 55 dias que, afirma, o setor leva hoje para aplicar uma correção tradicional.

A mudança de cenário que sustenta o anúncio é anterior a ele.

Modelos de inteligência artificial (IA) capazes de ler código e apontar falhas encurtaram a distância entre a descoberta de uma vulnerabilidade e sua exploração, e parte do ataque passou a ocorrer antes de a falha ser catalogada.

O modelo de defesa construído sobre essa sequência, em que a publicação abre o prazo para desenvolver e aplicar a correção, perde eficiência quando o ciclo do atacante cai de meses para minutos.

Em entrevista ao IT Forum , o vice-presidente sênior de gerenciamento de produtos para SASE e segurança de redes da empresa, Anupam Upadhyaya , resume a lógica do recurso e avalia que atores maliciosos vão se apoiar cada vez mais em IA de fronteira para encurtar o ciclo de ataque, e que a resposta do setor precisa acompanhar essa velocidade.

“Pense nisso como um IPS turbinado, saindo do modo reativo para o proativo”, explica.

Segundo ele, a companhia passou a rodar modelos de IA de fronteira próprios, de código aberto e em parceria com fornecedores como a IBM , para analisar vulnerabilidades antes que hackers consigam transformá-las em ataques.

O atacante não espera mais a CVE O fluxo tradicional de segurança dependia de uma sequência previsível, explica o executivo, a CVE era publicada, atacantes estudavam a falha, desenvolviam ferramentas de exploração e só então lançavam o ataque, processo que podia levar semanas ou meses.

“Agora, com IA de fronteira, os hackers não esperam mais uma CVE sair.

Assim que o modelo enxerga uma vulnerabilidade, ele já tenta atacar”, afirma.

A aposta da companhia é aplicar o mesmo tipo de IA do lado da defesa e distribuir a proteção para firewalls e para a plataforma SASE Prisma Access em questão de horas, sem deixar pistas que permitam a um atacante fazer engenharia reversa da falha a partir da correção.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.

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