Black Friday e Natal põem a operação Pix de fintechs e varejistas à prova
Stark Infra | Imagem: Divulgação A régua regulatória subiu para toda a cadeia de oferta de serviços financeiros integrados no Brasil.
Isso vale tanto para bancos e instituições de pagamento autorizadas, responsáveis por fornecer a infraestrutura e responder perante o Banco Central pela operação, quanto para fintechs, varejistas e marketplaces que oferecem serviços financeiros como contas, cartões, Pix ou crédito em seus próprios aplicativos.
As novas regras do serviço de Banking as a Service (BaaS) foram publicadas no final de 2025 pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional.
Entre as mudanças está o fim das chamadas contas-bolsão, nas quais o dinheiro de vários clientes ficava reunido em uma única conta da empresa parceira.
O modelo dificultava rastrear a origem e o destino dos recursos e identificar exatamente quanto pertencia a cada usuário.
A partir da nova regulamentação, cada cliente precisa estar vinculado a uma conta identificada, e a instituição autorizada deve conseguir rastrear cada movimentação.
As exigências se somam às medidas de segurança adotadas pelo BC no Pix, como os limites para transações feitas por aparelhos não cadastrados, o rastreamento de valores desviados em golpes e a exclusão de chaves ligadas a CPFs e CNPJs irregulares.
Para bancos, instituições de pagamento e empresas que oferecem serviços financeiros, cumprir essas regras depende de processos mais rápidos e confiáveis de identificação, análise e monitoramento.
A pressão regulatória ocorre ao mesmo tempo em que a inteligência artificial ganha espaço nas estratégias do setor.
Segundo a Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026, realizada pela PwC Brasil e pela Associação Brasileira de Crédito Digital, 62% das fintechs já utilizam IA em suas operações e 96% pretendem implementar ou ampliar seu uso nos próximos dois anos.
Jogo muda de patamar Para fintechs e empresas que desejam oferecer serviços financeiros, acompanhar esse movimento exige investimentos elevados em tecnologia, segurança, licenças, integração de sistemas, equipes especializadas e governança.
Segundo a pesquisa, montar internamente uma operação com múltiplas licenças e infraestrutura tecnológica tornou-se mais complexo e passou a exigir um volume de capital significativamente maior.
Para muitas empresas, contratar infraestrutura como serviço se tornou uma alternativa economicamente mais racional.
Essa combinação de custo, exigência regulatória e necessidade de escala está no centro da atuação da Stark Infra .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em startups.com.br — o conteúdo pertence a Startups.com.br.