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“O cinema entrou em um lugar muito seguro”, diz cineasta Karim Aïnouz

A Tarde ·
“O cinema entrou em um lugar muito seguro”, diz cineasta Karim Aïnouz

Com mais de três décadas de carreira, o cineasta cearense Karim Aïnouz volta a desafiar convenções com Rosebush Pruning, seu segundo longa-metragem em língua inglesa, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 15 de outubro.

Exibido na competição do Festival de Berlim, o filme aposta em uma sátira sombria sobre privilégios, violência familiar e hipocrisia social, combinando temas perturbadores a uma estética de cores intensas, enquadramentos exuberantes e imagens de beleza impressionante.Estrelado por Jamie Bell, Riley Keough, Callum Turner, Lukas Gage, Elle Fanning, Tracy Letts e Pamela Anderson, o longa acompanha quatro irmãos de uma família americana milionária que vivem isolados do mundo em uma mansão nas montanhas da Catalunha, na Espanha.

Sustentados pela fortuna herdada, Jack, Ed, Anna e Robert mantêm uma relação marcada pela dependência emocional, pela obsessão com artigos de luxo e por uma dinâmica familiar profundamente disfuncional, sob a influência de um pai cego e opressor.A chegada de Martha (Elle Fanning), namorada de Jack (Jamie Bell), ameaça o frágil equilíbrio entre os irmãos.

À medida que segredos vêm à tona, os vínculos familiares se deterioram e a história mergulha em uma espiral de violência.

O roteiro é assinado por Efthimis Filippou, colaborador frequente do cineasta grego Yorgos Lanthimos, e tem como inspiração o clássico italiano De Punhos Cerrados (1965), de Marco Bellocchio.Mas é na maneira de contar essa história que Aïnouz encontra um dos aspectos mais marcantes do longa.

Com fotografia de Hélène Louvart, colaboradora habitual do diretor, Rosebush Pruning investe em cores fortes, composições visualmente deslumbrantes e uma extravagância que contrasta com a brutalidade dos acontecimentos.

Em entrevista exclusiva ao Cineinsite A TARDE, o diretor fala sobre a vontade de arriscar artisticamente, a crítica à concentração de renda e às estruturas de poder, o equilíbrio entre humor e violência e o desafio de encontrar humanidade em personagens grotescos.

Confira a entrevista completaEm um momento em que tantos filmes parecem apostar em fórmulas e estéticas cada vez mais semelhantes, Rosebush Pruning chama a atenção pela extravagância, pela composição das imagens e pela liberdade com que você constrói esse universo.

Até que ponto, para você, arriscar-se artisticamente e buscar uma estética singular é também uma forma de resistência à padronização do cinema contemporâneo?A melhor pergunta que eu já tive em muito tempo.

Estou falando sério, fico super feliz, porque é exatamente isso.

Eu faço isso há muito tempo.

Vivi isso em Madame Satã (2002), um filme absolutamente iconoclasta, maluco e proibido.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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