Star Wars Zero Company mostra que Star Wars ainda tem boas histórias para contar
Existe um risco real de Star Wars Zero Company passar despercebido, não por falta de qualidade, mas pelo desgaste que a franquia acumulou nos últimos anos: entre filmes que muitos fãs preferiram esquecer e séries que prometiam muito e não entregaram nada, o excesso de produto saturou até os fãs mais dedicados (eu incluso).
É nesse contexto que a Bit Reactor e a Electronic Arts lançam um jogo de estratégia tática ambientado nas Guerras Clônicas, um dos períodos mais visitados em adaptações e que, surpreendentemente, funciona.
Digo “surpreendentemente” porque nunca fui fã do gênero tático, já que games por turnos sempre me pareceram lentos e fora de ritmo.
Porém, depois de jogar Star Wars Zero Company , acabei sendo convencido de que a combinação de universo, personagens e sistema de combate fez o que poucos jogos conseguem: me converteu.
Uma história que se sustenta sozinha No jogo, você comanda a Companhia Zero , um esquadrão de mercenários liderado por Hawks , um ex-capitão da Grande Armada da República que preferiu largar as ordens do governo para fazer trabalhos perigosos por conta própria.
O objetivo é conter a Espiral Infinita , um culto paramilitar alinhado aos Separatistas, cujos membros são infectados pela Praga das Sombras , uma doença misteriosa que concede resistência e habilidades letais.
O que diferencia Zero Company da maioria das produções recentes de Star Wars é a escolha de se afastar da já batida fórmula dos Jedi vs.
Sith.
Há participações especiais, incluindo um Anakin Skywalker que ainda não é Mestre Jedi, mas elas são breves e bem encaixadas, sem moldar a narrativa em volta deste acontecimento.
Aqui, a história pertence a Hawks e à sua gangue, e funciona bem justamente por isso.
Imagem: Derek Keller/Voxel Os personagens da Companhia Zero carregam o jogo: Kabb Uppercut , o ex-lutador Felshi com braço cibernético irá te conquistar rápido, assim como Trick , o clone declarado inapto para o serviço militar.
Conforme você recruta novos membros e dedica tempo a conhecer suas histórias entre as missões, o vínculo com o grupo cresce, e isso tem peso real durante o combate.
Com certeza você irá querer saber mais sobre a vida de Cly ou sobre as intenções de Jae com a Companhia Zero – o que pra mim, é o que mais importa no final: personagens que cativem o público.
A história tem começo, meio e fim satisfatórios, e poderia facilmente virar uma série separada no Disney +, ou até uma animação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.