Texto critica personalismo da presidente da EBC Antonia Pellegrino
O site Ouvidoria Cidadã da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) publicou um texto criticando a presidente da empresa, Antonia Pellegrino , por um padrão de personalismo na condução da empresa pública.
O portal se define como “um resgate da participação da sociedade na comunicação pública brasileira” e lista uma série de episódios para sustentar a crítica.
O ponto de partida do texto publicado na 3ª feira (1º.set.2026) é a comemoração feita por Pellegrino no Instagram quando o programa Sem Censura , da TV Brasil , atingiu 600 edições sob o comando de Cissa Guimarães .
Na publicação, ela atribuiu a retomada do programa a uma decisão pessoal sua, tomada ainda quando ocupava a Diretoria de Conteúdo e Programação.
Para a Ouvidoria Cidadã, o gesto evidencia “a necessidade recorrente da ex-diretora e atual presidenta de fazer tudo girar em torno de si, como se quatro décadas de trajetória coubessem dentro de uma decisão pontual sua” .
O texto critica o uso do perfil pessoal de Pellegrino no Instagram como canal de escuta do público dos veículos da EBC, em detrimento de instâncias institucionais como a própria Ouvidoria e o Sinpas (Sistema Nacional de Participação Social na Comunicação Pública).
Segundo o texto, o crítico Jota Marques , identificado como debatedor do Sem Censura e assessor da presidência da EBC com função comissionada, é o responsável por registrar o dia a dia da dirigente nas redes, “numa espécie de reality show pessoal” , recebendo R$ 10.721,79 por mês por isso.
“Na prática, porém, boa parte de sua rotina parece dedicada a acompanhar a presidenta pelos corredores, eventos e bastidores da EBC” , afirma o texto.
Convite do Google Segundo o texto, em maio de 2026, a presidente da EBC esteve em um camarote do evento Todo Mundo no Rio para o show de Shakira , a convite do Google Gemini, patrocinador oficial do evento com investimento de R$ 9 milhões.
Pellegrino divulgou o convite nos próprios stories com entusiasmo e imagens do evento em uma postagem.
O autor destaca que o problema não é o convite em si, mas a posição de quem o aceitou e o promoveu.
Naquele mesmo período, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decretos endurecendo regras para redes sociais e ampliando a fiscalização sobre plataformas digitais , o que gerou reação de entidades que representam empresas como o Google.
“Uma dirigente pública que aceita hospitalidade de uma big tech, e ainda a promove nas próprias redes, no exato momento em que o governo do qual ela faz parte trava um embate regulatório com essa mesma empresa, cria uma situação de conflito de interesse, ainda que não configure ilegalidade” , diz o texto.
Marcelo Freixo Outro episódio citado envolve o programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil .
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