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Brasil

Pesquisa Quaest mostra Sérgio Moro, Requião Filho e Sandro Alex à frente da disputa pelo governo do Paraná

Por Redação 5News · · com informações de Bem Paraná

Disputa pelo governo do Paraná ganha mais clareza com pesquisa Quaest: Moro, Requião Filho e Sandro Alex como principais apostas

Uma pesquisa divulgada nesta semana coloca em perspectiva o cenário da próxima eleição para o comando do executivo paranaense. O levantamento, conduzido pelo Instituto Quaest e encomendado pela RPC, afiliada local da TV Globo, ouviu mais de oitocentos eleitores entre setembro e o final do mês, fornecendo um retrato bastante nítido das preferências do eleitorado paranaense. Os números indicam uma disputa na qual três nomes se destacam significativamente dos demais.

A liderança de Sérgio Moro

Segundo os números da pesquisa realizada entre os dias 20 e 23 de setembro, Sérgio Moro emerge como o favorito entre as opções apresentadas ao eleitorado. O ex-juiz e ex-ministro da Justiça figura em primeiro lugar, à frente dos demais candidatos, com uma margem considerável de apoio. Sua preferência entre os eleitores consultados alcança o patamar de 36% quando estimulados a escolher entre os candidatos em disputa.

Este resultado coloca Moro claramente na dianteira da corrida, numa distância significativa que o separa do segundo colocado. A pesquisa em questão ouviu 804 eleitores com idade igual ou superior a 16 anos, permitindo uma margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Os dados foram registrados junto à Justiça Eleitoral sob o protocolo número PR-02802/26. A liderança de Moro reflete o capital político que acumulou durante sua trajetória como juiz da força-tarefa da Operação Lava Jato e posterior atuação como ministro da Justiça durante o governo Bolsonaro, momentos que o tornaram figura de projeção nacional.

O segundo e terceiro lugares ficam com Requião Filho e Sandro Alex

Empatados tecnicamente na segunda posição encontram-se Requião Filho e Sandro Alex, ambos com 20% do eleitorado simulado. Embora os números sejam numericamente idênticos nesta leitura inicial, as simulações de segundo turno revelam dinâmicas distintas entre eles. Ambos os candidatos conseguem mobilizar segmentos relevantes do eleitorado paranaense, estabelecendo-se como alternativas viáveis frente ao nome que lidera as intenções de voto. A igualdade técnica entre eles aponta para um grupo de eleitores ainda em processo de avaliação, que vê em ambos potenciais substitutos para Moro caso a campanha evolua.

Outros nomes e os indecisos

Os demais candidatos apresentam níveis muito reduzidos de apoio neste momento. Luiz França, Tayná Miessa e Alexandre Salomão registram apenas 1% cada um entre os eleitores. Adriano Funileiro e Samuel de Mattos não conseguem sequer 1% nesta medição. Estes resultados indicam que a disputa, ao menos nesta fase, concentra-se principalmente nos três nomes que ocupam as posições mais altas. Complementando o cenário, 12% dos eleitores consultados ainda não haviam tomado uma decisão no momento da pesquisa, enquanto 9% sinalizaram sua intenção de votar em branco, anular o voto ou não participar do processo eleitoral.

Os cenários de segundo turno

A pesquisa apresenta três simulações de segundo turno, cada uma revelando diferentes dinâmicas de votação. Em um confronto direto entre Sérgio Moro e Requião Filho, o ex-juiz ampliaria ainda mais sua vantagem, alcançando 48% das preferências contra 32% do concorrente. Neste cenário, 12% permaneceriam indecisos e 8% optariam por branco, nulo ou abstinência.

Quando a simulação coloca Sérgio Moro frente a Sandro Alex, o primeiro mantém sua superioridade, mas com uma margem ligeiramente menor. Moro chegaria a 43% das intenções de voto, enquanto Sandro Alex conquistaria 29%. Os indecisos totalizam 14% nesta hipótese, sugerindo que este confronto em particular deixaria margem maior para movimentações eleitorais.

O terceiro cenário, que opõe Sandro Alex a Requião Filho sem a participação de Moro, apresenta os números mais próximos. Sandro Alex sairia à frente com 38%, enquanto Requião Filho contabilizaria 32%. Tanto os indecisos quanto os que votariam em branco, nulo ou não votariam somam 15% cada um nesta simulação. Este cenário específico revela que, na ausência de Moro, a competição se acirra de maneira significativa entre os dois candidatos.

Contexto: A política paranaense e seus principais atores

A eleição para governador do Paraná representa um momento importante para a política estadual, e os nomes que encabeçam esta disputa trazem trajetórias e bases políticas distintas. Sérgio Moro, que ocupou posições de destaque no cenário nacional nos últimos anos, traz consigo a visibilidade que adquiriu durante sua atuação como magistrado e sua subsequente carreira política em Brasília. Sua candidatura representa uma aposta em um nome reconhecido nacionalmente, capaz de mobilizar eleitores interessados em uma agenda de segurança pública e combate à corrupção, temas que caracterizaram sua passagem pelo Ministério da Justiça.

Requião Filho carrega consigo a herança política de uma tradicional família paranaense ligada ao Partido Democrático Trabalhista, instituição política que historicamente mantém presença significativa no estado. A tradição político-familiar dos Requião no Paraná remonta décadas, com atuação em diversos níveis de governo, o que lhe confere enraizamento nas estruturas políticas locais e apoio de bases eleitorais consolidadas historicamente.

Sandro Alex, por sua vez, representa outra vertente do espectro político paranaense, com bases eleitorais específicas no estado e trajetória ligada a organizações políticas estaduais. Sua capacidade de competir em pé de igualdade com Requião Filho na pesquisa estimulada sugere que possui estrutura de apoio relevante, ainda que possua menor projeção nacional comparado aos demais.

A metodologia empregada pela pesquisa Quaest, que consultou apenas os eleitores já estimulados pelos nomes dos candidatos, oferece um panorama sobre as preferências quando o eleitorado é confrontado com as opções disponíveis. Este tipo de aferição diferencia-se de pesquisas espontâneas, onde pergunta-se ao eleitor em qual candidato votaria sem apresentar alternativas. As pesquisas estimuladas tendem a revelar cenários mais próximos àquilo que ocorre na urna, uma vez que o eleitor efetivamente escolhe entre candidatos conhecidos no momento do voto.

Significado das simulações de segundo turno

As três simulações de segundo turno ganham relevância especial quando analisadas em conjunto. Elas revelam que a preferência por Sérgio Moro permanece robusta em diferentes cenários, mas que sua margem de vitória varia conforme o adversário. A margem de 16 pontos contra Requião Filho é consideravelmente maior do que os 14 pontos contra Sandro Alex, sugerindo que este último possui maior capacidade de competição direta com o ex-ministro.

Igualmente significativo é que Sandro Alex sairia vitorioso contra Requião Filho, ainda que por margem reduzida de 6 pontos. Este resultado aponta para dinâmicas complexas de transferência de votos entre os candidatos, especialmente considerando aqueles que ainda não haviam decidido ou que sinalizaram intenção de votar em branco. Tais números indicam que diferentes coalizões políticas poderiam se configurar conforme a campanha avança, influenciando substancialmente o resultado final.

O que acompanhar

Conforme o calendário eleitoral avança, será importante monitorar se a liderança de Sérgio Moro se mantém ou sofre alterações. As próximas rodadas de pesquisa indicarão se o eleitor paranaense consolida suas preferências em torno dos nomes já mencionados ou se permite espaço para movimentações. Igualmente relevante será observar como os candidatos de menor votação buscam ampliar sua presença junto ao eleitorado, bem como se consomem alguma parcela dos votos indecisos.

A divulgação de novos levantamentos também revelará tendências sobre possíveis conversões de votos entre os candidatos principais, particularmente considerando o relativo equilíbrio entre Requião Filho e Sandro Alex. As dinâmicas de segundo turno simuladas podem sofrer transformações conforme campanhas avançam e novos elementos entram em cena no debate político estadual. A evolução da aprovação do governo em exercício, variações na economia estadual e eventos políticos nacionais também tendem a impactar preferências locais, tornando o acompanhamento dessas trajetórias fundamental para compreender a evolução da disputa.

Principais pontos:

• Sérgio Moro lidera com 36% em pesquisa Quaest sobre a eleição para governador do Paraná, seguido por Requião Filho e Sandro Alex, ambos com 20%

• Nas três simulações de segundo turno apresentadas, Moro vence em todos os cenários, com maiores vantagens contra Requião Filho

• A pesquisa ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de setembro e registra margem de erro de 3 pontos percentuais

• Demais candidatos apresentam votação inferior a 1%, com 12% dos eleitores ainda indecisos

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de Bem Paraná — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.

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