Casal paranaense conta como é conviver com a poliomielite
A poliomielite, ou paralisia infantil, foi eliminada no Brasil há mais de 30 anos, mas isso não significa que não há risco da doença voltar a circular no país.
De acordo com o Ministério da Saúde , mais de três mil brasileiros ainda convivem com as sequelas da doença, como a baixa mobilidade dos membros inferiores, ou seja, a Paralisia Flácida Aguda (PFA).
Esse é o caso de Célia Henrique e Luiz Fernando Zeni.
Diagnosticados com a pólio desde os seus primeiros meses de vida, o casal — de 54 e 69 anos, respectivamente — mostra como a doença alterou a sua juventude e como ela tem apresentado novos desafios nesta nova fase.
Uma doença, dois diagnósticos, nenhuma vacina No final dos anos 1950, a vacina contra o poliovírus ainda não havia chegado ao Brasil e, muito menos, ao sistema público de saúde.
A doença registrava níveis de crescimento alarmantes desde a década anterior e, eventualmente, chegou à família de Luiz Fernando.
Em questão de dias, uma prima próxima começou a manifestar sintomas como febre e vômito.
A mãe de Luiz Fernando, dona Maria, levou a sobrinha às pressas para o hospital, mas a criança não resistiu.
Dias depois, com apenas cinco meses de idade, Luiz começou a registrar os mesmos sintomas, o que assustou a família.
“Era uma doença, aparentemente, normal de criança e depois foi constatado que era algo mais sério.
Não havia a vacina naquele período.
Então, minha mãe foi comigo para São Paulo, no Hospital das Clínicas, onde lá efetivamente foi diagnosticado que era a poliomielite”, conta Luiz Fernando.
Nascida em São João do Ivaí, no Norte do Paraná, no caso de Célia, a vacina já havia chegado ao Brasil, mas o seu acesso no interior do país ainda era escasso.
Também aos cinco meses de idade, uma febre forte acendeu um alerta.
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