Não Podemos Dormir
O perigo que nos ameaça não é uma abstração; é uma força concreta, articulada globalmente, pronta para explorar qualquer brecha em nossa vigilância.
Fingir que o cenário é o mesmo de 2022 é um luxo que não podemos ter.
Naquela ocasião, a militância, com sua energia e presença nas ruas e redes, foi decisiva para garantir a vitória “por um triz”.
Agora, a motivação parece arrefecida, o que é um erro fatal.
A análise contaminada pelo desejo não é otimismo saudável; é autoengano ingênuo.
O que está em jogo, como bem lembrou o presidente Lula ao celebrar sua vitória anterior, é a diferença entre a “civilização e a barbárie”.
A barbárie, hoje, tem nome e sobrenome, e se alimenta de uma “internacional de extrema-direita”.
Não se trata mais de um fenômeno isolado.
Donald Trump na Casa Branca, Viktor Orbán na Hungria, e os recentes alarmes no Chile, Peru e Colômbia formam um padrão.
Ignorar isso seria mais que imprudente; seria suicida.
A ameaça não vem apenas de fora.
As pesquisas mostram um cenário de estabilidade na indefinição, um empate técnico que, num ambiente de voto oculto e silêncio dissimulado da base reacionária, pode ser fatal.
A rejeição ao governo oscila, e a vantagem de Lula entre os mais pobres e no Nordeste, embora real, não é garantia de nada diante da força do bolsonarismo, que mantém liderança sobre a burguesia, a classe média acomodada e influência sobre os trabalhadores “remediados”.
Simples duelo de projetos Não podemos mais tratar a eleição como um simples duelo de projetos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.