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Ex-Vitória, Edílson relembra episódio que disparou tiros no CT

Por Redação 5News · · com informações de A Tarde
Ex-Vitória, Edílson relembra episódio que disparou tiros no CT

Ex-Vitória Edílson Relembra Noite em Que Efetuou Disparos no CT em Brincadeira que Saiu do Controle

O jogador que ficou conhecido no futebol como Capetinha retornou ao assunto de um dos momentos mais inusitados de sua trajetória no Esporte Clube Vitória. Durante uma entrevista ao ge, Edílson trouxe à memória a ocasião em que adentrou as dependências do centro de treinamento portando uma arma de fogo e realizou diversos tiros, criando pânico entre integrantes da comissão técnica e do elenco. O fato ocorreu em 2004, pouco antes de um confronto contra o São Paulo válido pela Série A, partida na qual acabou não sendo utilizado.

O Contexto do Episódio

Para compreender a ação de Edílson, é importante levar em conta o cenário que antecedeu aquele dia. Conforme o próprio atacante narrou, o centro de treinamento do clube havia sido alvo de um assalto no dia anterior, precisamente em uma quinta-feira. A ocorrência deixou o ambiente em estado de alerta elevado. Durante o roubo, os criminosos questionaram sobre a localização do atleta, indagando pelos companheiros sobre paradeiro do Capetinha. A razão era evidente: tratava-se do principal jogador da equipe, o que o tornava um alvo de interesse. Edílson não se encontrava concentrado naquele período, informação que foi repassada aos assaltantes pelos demais ocupantes do local.

Posteriormente, o treinador responsável pela equipe na ocasião, Evaristo de Macedo, determinou que Edílson comparecesse à concentração para estar junto aos demais componentes do grupo. Após uma conversa entre ambos que resultou em desentendimento, o atleta se deslocou até o CT aproximadamente às 22 horas e 30 minutos da noite.

O Desenrolar da Brincadeira

Ao chegar nas dependências, Edílson avistou Evaristo de Macedo, Paulo Carneiro, que ocupava cargo administrativo na entidade, além de alguns dos jogadores da equipe. Esse grupo estava em conversa próximo à piscina da concentração. Nesse instante, o atacante decidiu pregar uma peça neles, aproveitando o porte de arma que possuía e costumava carregar consigo.

Ao chegar no estacionamento, Edílson executou uma manobra com o veículo denominada cavalo de pau, criando uma nuvem de poeira pela pista que era composta por barro e brita. Subsequentemente, baixou o vidro do automóvel e efetuou múltiplos disparos para cima, imaginando produzir um efeito de susto nos presentes.

A reação aos disparos foi imediata e descontrolada. De acordo com o relato do próprio Edílson, o episódio provocou correria generalizada entre quem estava no local. Paulo Carneiro, em resposta ao que acreditava ser uma situação de perigo real, lançou-se nas águas da piscina. Outros presentes buscaram se proteger correndo para a mata ou tentando se esconder em diferentes pontos da concentração. Uma pessoa chegou a sofrer lesão ao torcer o pé durante a fuga. Alguém entrou correndo na cozinha e acabou quebrando um vidro naquela dependência. Edílson, após os disparos, retirou-se para seu quarto, trancou a porta e permaneceu ouvindo as manifestações de pânico que continuavam acontecendo do lado de fora.

Confronto com a Comissão Técnica

Posteriormente aos disparos, Edílson foi convocado para uma reunião que incluía integrantes da comissão técnica e membros da diretoria. O propósito era que explicasse as razões e circunstâncias que o levaram a realizar aquelas ações. No entanto, o encontro não transcorreu de forma construtiva. Evaristo de Macedo e Paulo Carneiro, este último ainda com roupas molhadas devido ao mergulho forçado na piscina, compareceram ao encontro.

Durante esse diálogo, o técnico iniciou uma série de críticas e questionamentos dirigidos a Edílson. Evaristo inquiriu se o jogador era um atleta de verdade ou alguém ligado a atividades criminosas. Questionou se aquilo teria sido realmente apenas uma brincadeira. O treinador ainda fez alusões ao histórico do atacante, mencionando sua saída do Flamengo e questionando sua conduta geral, sugerindo que comportamentos anteriores também estariam relacionados a ações ilícitas.

Conforme Edílson descreveu posteriormente, o confronto verbal terminou quando ele empurrou Evaristo de Macedo durante a discussão. Essa ação física marcou o encerramento do episódio de forma ainda mais tensa, resultando em consequências diretas para o jogador no contexto do clube.

Entendendo o Período e os Personagens

O ano de 2004 marca um momento específico da trajetória do Esporte Clube Vitória e também da carreira de Edílson. O atacante que recebeu a alcunha de Capetinha era reconhecido como figura importante no elenco baiano, condição que ficou evidenciada até mesmo pelos criminosos que assaltaram o centro de treinamento, na medida em que procuravam especificamente por ele. A posse de porte de arma era comum entre pessoas de certo status na época, embora isso não diminuísse os riscos relacionados à portaria, especialmente dentro de ambientes que já haviam sido alvo de crime.

Evaristo de Macedo, na função de técnico, buscava manter disciplina e controle sobre o elenco. Sua insistência para que Edílson comparecesse à concentração refletia essa postura. No entanto, a abordagem ao lidar com o ocorrido e a questão moral levantada sobre a conduta do jogador apontava para uma relação tensa entre ambos, a qual explodiu no confronto físico durante a reunião.

O que Acompanhar

O próprio relato de Edílson deixa entrever consequências direitas de seu comportamento. O atacante ficou de fora da partida programada contra o São Paulo, indicando que a gestão do Vitória, através de sua comissão técnica e diretoria, optou por uma ação disciplinar. A discussão e o empurrão em Evaristo de Macedo durante a reunião posteriores aos disparos marcaram um ponto de ruptura na relação entre jogador e técnico. Eventos como esse costumam ter desdobramentos maiores nas dinâmicas internas de um clube de futebol, potencialmente afetando posicionamento do atacante no elenco, possibilidades de transferência ou permanência na equipe. A forma como o incidente foi gerido pela administração do clube e as possíveis mudanças nas relações profissionais entre os envolvidos representam aspectos a acompanhar no que tange à sequência dessa história no contexto do Vitória em 2004.

Principais pontos:

• Edílson disparou uma arma de fogo na concentração do Vitória em 2004 como uma brincadeira que pretendia assustar companheiros e comissão técnica

• O episódio ocorreu um dia após o centro de treinamento ter sido assaltado por criminosos que especificamente perguntaram pelo atacante

• A reação dos presentes ao ouvir os disparos foi de pânico, com Paulo Carneiro se jogando na piscina e outras pessoas se machucando ao tentar se esconder

• Após discussão com o técnico Evaristo de Macedo, que resultou em empurrão, Edílson foi afastado do jogo contra o São Paulo como medida disciplinar

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de A Tarde — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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