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Nubank supera US$ 1 bi em lucro no 2º tri pela 1ª vez, mas inadimplência vai a 6,9%

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Nubank supera US$ 1 bi em lucro no 2º tri pela 1ª vez, mas inadimplência vai a 6,9%

Balanço do Nubank: instituição registrou lucro líquido de US$ 1,06 bilhão no 2° trimestre de 2026, o primeiro resultado trimestral acima da marca de US$ 1 bilhão na história da companhia (Nubank/Divulgação)

O Nubank registrou lucro líquido de US$ 1,06 bilhão no 2° trimestre de 2026, o primeiro resultado trimestral acima da marca de US$ 1 bilhão na história da instituição financeira. O lucro líquido representa alta de 49% em relação ao mesmo período de 2025 e de 17% na comparação com os primeiros três meses deste ano. No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido chegou a US$ 1,93 bilhão, avanço de 61,8% em um ano.

Na métrica ajustada, que adiciona ao resultado contábil as despesas com pagamentos baseados em ações (SBC), o Nubank acumulou US$ 2,15 bilhões no primeiro semestre, alta de 57% sobre os US$ 1,37 bilhão registrados nos seis primeiros meses de 2025. A diferença entre os números decorre justamente da despesa com remuneração baseada em ações, e não de um evento extraordinário específico.

Entre abril e junho, a rentabilidade da instituição financeira também avançou. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) ficou em 33% no segundo trimestre, ante 27,7% no primeiro semestre de 2025. No acumulado dos seis primeiros meses, o indicador ficou em 31,5%, alta de 3,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

O desempenho foi acompanhado por uma expansão da margem financeira. A margem financeira líquida de juros (NII) alcançou US$ 3,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 9% sobre o trimestre anterior, enquanto a margem líquida de juros (NIM) avançou 1,8 ponto percentual, para 22,9%. No primeiro semestre, o NII somou US$ 6,21 bilhões, crescimento de 57,8% em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço da margem ocorreu mesmo com o aumento das provisões para perdas de crédito. A despesa com perda de crédito esperada (ECL) chegou a US$ 1,48 bilhão no segundo trimestre, acima dos US$ 1,01 bilhão registrados um ano antes. No estoque, as provisões somavam US$ 6,64 bilhões em junho, alta de 32,3% desde dezembro e de 53,8% em 12 meses.

O NPL acima de 90 dias, que representa o índice de inadimplência acima dos 90 dias, subiu para 6,9% no segundo trimestre, avanço de 35 pontos-base em relação ao trimestre anterior. A companhia atribuiu a alta principalmente à migração sazonal de atrasos registrados no primeiro trimestre .

O indicador de atrasos entre 15 e 90 dias, porém, apresentou melhora. O NPL 15-90 caiu 16 pontos-base, para 4,8%, movimento que o Nubank também atribuiu em grande parte à sazonalidade. A administração destacou ainda que vem expandindo deliberadamente a atuação em segmentos de maior risco e maior retorno, o que ajuda a explicar a dinâmica do crédito.

Apesar da pressão sobre as perdas, a carteira continuou crescendo . O saldo de crédito chegou a US$ 39,4 bilhões em junho, alta de 5% no trimestre e de 37% em um ano, considerando a carteira total reportada pela companhia. Desse montante, cerca de US$ 26 bilhões estavam em cartões de crédito, US$ 10,3 bilhões em crédito sem garantia e US$ 3,1 bilhões em crédito com garantia.

As receitas de serviços também acompanharam a expansão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.

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