Alcolumbre protege Lula ao tirar PEC da Segurança da pauta, diz Marinho
O líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta 5ª feira (15.out.2026) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública da pauta para evitar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fosse confrontado com a discussão sobre a redução da maioridade penal.
“Não tenho dúvida de que Alcolumbre atendeu a um desejo do governo” , declarou Marinho a jornalistas.
Segundo o senador, o presidente do Senado tomou a decisão para evitar um desgaste político do PT às vésperas do 2º turno das eleições presidenciais.
Na visão do Marinho, Alcolumbre não deve pautar a PEC novamente antes do 2º turno.
“Eu acho que isso talvez tenha pesado na decisão do presidente Davi e a pressão que deve ter recebido do presidente Lula, que pediu que ele retirasse de pauta para evitar o vexame do PT” , afirmou.
Alcolumbre retirou a proposta da pauta da sessão plenária desta 5ª feira depois de divergências dentro do PT sobre o assunto.
O líder do partido no Senado, Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, articulou a apresentação de uma emenda à PEC para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos.
A iniciativa provocou incômodo entre congressistas do partido, que temem associar o presidente a pautas ligadas ao bolsonarismo.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), havia negociado com Alcolumbre a votação do texto sem mudanças relacionadas à maioridade penal.
Ao comentar a iniciativa de Camilo, Teresa afirmou que o senador pretendia “confrontar a proposta da oposição” .
Marinho tinha apresentado uma emenda para redução de até 14 anos para crimes específicos.
Ela disse que conversou com Camilo e com o relator da PEC, Rogério Carvalho (PT-SE), para preservar a estratégia inicial do governo de aprovar o texto sem emendas.
Marinho criticou a retirada da proposta e disse que o governo quer priorizar os interesses eleitorais em detrimento da segurança pública.
Para o senador, o adiamento impediu a discussão de medidas voltadas a evitar que adolescentes sejam recrutados pelo crime organizado.
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