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Por que o bullying é tão comum entre crianças e adolescentes e como mudar esse cenário

UOL Notícias ·
Por que o bullying é tão comum entre crianças e adolescentes e como mudar esse cenário

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Os registros de bullying e bullying contra crianças e adolescentes cresceram de forma expressiva no Brasil. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado em julho, foram registrados 5.226 casos em 2025, um aumento de mais de 65% nas ocorrências desses crimes na comparação com o ano anterior.

Foram contabilizados 4.549 registros de bullying e 677 de cyberbullying em todo o país no ano passado, contra 2.543 e 452, respectivamente, em 2024. Os dois crimes passaram a existir formalmente no Código Penal em 2024, com Lei 14.811/2024, que tipificou a "intimidação sistemática" (bullying) e a "intimidação sistemática virtual" (cyberbullying).

À primeira vista, os dados sugerem uma explosão da violência entre estudantes. Mas especialistas alertam que a realidade é mais complexa. O crescimento resulta da combinação de diferentes fatores como a entrada em vigor da lei que tipificou os dois crimes; uma maior disposição de famílias e escolas para denunciar; e transformações nas relações entre crianças e adolescentes, cada vez mais mediadas pelo ambiente digital.

Em outras palavras, parte do aumento pode ser explicada pela melhoria dos registros oficiais. Outra parte, porém, revela que a violência entre crianças e adolescentes continua sendo um desafio para famílias, educadores e gestores públicos.

"É importante sermos cuidadosos na análise desses dados, para que não atribuirmos esse número somente ao aumento do comportamento do bullying em si, mas ao impacto que a aprovação da lei tem na nossa sociedade", diz Benjamim Horta, fundador do Programa Escola Sem Bullying. O programa existe desde 2012 e busca auxiliar escolas e redes de ensino de todo o Brasil no combate e prevenção ao bullying.

Apesar de ser mais comum no ambiente escolar, o bullying não ocorre apenas nesse ambiente. A própria definição legal estabelece que se trata de uma intimidação sistemática, caracterizada por agressões físicas, verbais, psicológicas ou sociais repetidas contra uma pessoa. O objetivo é constranger, humilhar ou excluir a vítima, criando uma relação de poder desigual independentemente de onde ele ocorra.

Essa diferença faz com que especialistas considerem o cyberbullying ainda mais difícil de combater, já que a violência deixa de ter horário para começar ou terminar.

Embora o bullying possa ocorrer com pessoas em qualquer idade, ele se concentra principalmente entre crianças e adolescentes porque esse é o período em que a construção da identidade ganha maior importância, segundo os especialistas ouvidos pela DW.

A necessidade de pertencimento ao grupo, o medo da rejeição e a busca por aceitação tornam as diferenças físicas, sociais ou comportamentais potenciais motivos de exclusão.

O próprio Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra essa concentração etária.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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