O hedge eleitoral da Faria Lima: dólar se Lula ganhar, opções se Flávio vencer
A Faria Lima decidiu que não precisa escolher agora quem será o próximo presidente.
Basta montar uma carteira capaz de sobreviver a um e ganhar dinheiro com o outro.
A pouco mais de um mês da eleição, gestores estão reduzindo apostas direcionais no Brasil, reforçando posições em dólar e empresas com receitas no exterior e, ao mesmo tempo, comprando opções de Bolsa para não ficar de fora de uma eventual disparada dos ativos caso Flávio Bolsonaro vença Lula .
É o hedge eleitoral de 2026.
A lógica parte de uma assimetria.
Uma vitória de Lula tende a manter no radar as dúvidas sobre a trajetória das contas públicas e pode pressionar câmbio e juros longos.
Por isso, a proteção aparece no dólar e em companhias menos dependentes da economia doméstica.
A Kapitalo, por exemplo, declarou estar vendida em real e comprada na moeda americana.
O BTG colocou cerca de 35% de sua carteira recomendada de setembro em ativos que funcionam como proteção cambial ou fiscal, entre eles Embraer, Gerdau e Petrobras.
Gerdau concentra boa parte de seu resultado nos Estados Unidos, enquanto a Embraer recebe majoritariamente em dólar.
Na outra ponta está a aposta numa mudança de governo.
Em vez de comprar ações agressivamente e carregar o risco de uma derrota de Flávio, gestores estão recorrendo a opções.
Calls de Ibovespa, BOVA11 e principalmente do EWZ, o fundo que replica ações brasileiras em Nova York, ganharam espaço nas mesas.
O instrumento permite desembolsar relativamente pouco para comprar o direito de participar de uma alta forte da Bolsa depois da eleição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.