Kim Jong-un faz mudança na cúpula do regime da Coreia do Norte
Meios de comunicação estatais da Coreia do Norte informaram neste domingo, 30, mudanças no alto comando militar do país, incluindo a destituição do ministro da Defesa, No Kwang Chol.
Os “planos de reorganização estrutural” foram decididos durante uma reunião realizada no sábado e presidida por Kim Jong Un, segundo informou a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).
No Kwang Chol não apenas foi destituído do cargo de ministro da Defesa, mas também rebaixado na hierarquia do partido governante a “primeiro vice-diretor do Departamento da Indústria de Munições”, acrescentou a KCNA.
Kim Song Gi, diretor do Escritório Político Geral do Exército Popular da Coreia, foi nomeado novo ministro da Defesa.
Continua após a publicidade Outro alto funcionário, o assessor de Defesa Pak Jong Chon, foi nomeado vice-presidente da Comissão Militar Central e passou a integrar o Birô Político do partido governante.
A agência estatal também informou que Kim condecorou no sábado, em uma cerimônia, cientistas, pesquisadores e funcionários por seus avanços na tecnologia de defesa, concedendo-lhes as mais altas condecorações nacionais.
Continua após a publicidade Os homenageados contribuíram em grande medida para “resolver problemas científicos e tecnológicos de importância histórica no desenvolvimento de novos sistemas de armas de combate”, informou a KCNA, sem especificar o tipo de sistema.
No fim de junho, Kim supervisionou testes de um novo sistema de lançamento múltiplo de foguetes de longo alcance e de artilharia.
Continua após a publicidade A reorganização da liderança norte-coreana ocorre pouco depois do fim dos exercícios conjuntos anuais entre Coreia do Sul e Estados Unidos.
Os exercícios, que Pyongyang denuncia regularmente como preparativos para uma invasão, foram acompanhados de perto neste ano depois que o presidente Donald Trump ordenou que fossem encurtados.
Continua após a publicidade Trump criticou as manobras por considerá-las provocativas em relação ao Norte e atacou Seul por não apoiar sua guerra contra o Irã.
O presidente americano também elogiou o líder norte-coreano Kim, com quem se reuniu duas vezes durante seu primeiro mandato no cargo e com quem considera realizar um novo encontro neste ano.
Continua após a publicidade Apesar dos gestos de Trump, a Coreia do Norte deu poucos sinais de reciprocidade, lançando mísseis e condenando os exercícios militares reduzidos entre Washington e Seul.
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