Cartunista de A TARDE estreia na literatura infantil em obra sobre igualdade de gênero
Cartunista de A TARDE e artista visual multipremiado, Cau Gomez estreia como escritor de livros infantis com o livro A Menina Que Brinca, que tem lançamento neste domingo, 18, às 9h, no Parque da Cidade, durante a Festa para Crianças do Coletivo Resistência Preta.Promovido pelo Núcleo de Mulheres do Coletivo Resistência Preta (CRP), o evento terá oficinas, contação de histórias, apresentações culturais e distribuição de brinquedos.
Cau fará uma roda de leitura e bate-papo com a criançada sobre os temas da obra.A história acompanha uma menina que joga bola, ri, sente medo, chora, se emociona e volta a brincar, abrindo espaço para conversas sobre sentimentos, relações de gênero e empatia.
Apesar de poder ser lido por crianças de qualquer gênero, Cau conta que A Menina Que Brinca talvez se comunique melhor com as meninas, por uma razão muito simples: “Nós, enquanto meninos, testemunhamos ao longo da nossa própria infância que somente os meninos têm direito a brincar plenamente em todas as brincadeiras.
As meninas sempre tiveram um limite, né?”, nota.“Pelo menos, na minha infância, as meninas ficavam limitadas.
Hoje sim, nós podemos constatar que as meninas já estão aprendendo a jogar a bola, que podem jogar futebol, né? Andar de skate, jogar peteca, o que for enfim, todas as brincadeiras a que os meninos têm direito, as meninas estão tendo acesso.
Então esse livro é para celebrar esse momento”, detalha Cau.
Para meninos e meninasApesar da ressalva de Cau, talvez essa seja justamente a razão pela qual os meninos devem ler este livro – tanto quanto as meninas.Porque se as meninas estão aí, jogando bola e brincando como lhes é permitido pelos seus pais, os meninos seguem mais livres – muitas vezes, eternizando a mentalidade machista que passa de geração em geração.“Inclusive no ano que vem vai ter a Copa do Mundo Feminina de futebol, e eu acho que esse livro também pode repercutir para o ano que vem, né? E é isso, é igualdade de gênero para as meninas, para a criançada também”, afirma Cau.“Nesse livro não tem nada disso de azul para meninos e rosa para as meninas.
É uma mudança de paradigma”, acrescenta.Ao longo do mês de novembro, Cau Gomez levará os diálogos da obra para a rede pública de ensino, realizando rodas de conversa em duas escolas da Região Metropolitana de Salvador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.