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Entidades do cinema pedem revisão do orçamento da Spcine e criticam prefeitura

UOL Notícias ·
Entidades do cinema pedem revisão do orçamento da Spcine e criticam prefeitura

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Entidades do audiovisual assinaram uma carta à Prefeitura de São Paulo , à Secretaria da Fazenda, à Secretaria de Cultura e Economia Criativa e à presidência da Spcine pedindo uma revisão do orçamento destinado à empresa responsável por fomentar o cinema na capital paulista.

São 19 organizações signatárias, entre elas a Abraccine, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema, e o Sindcine, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Cinema e Audiovisual. No documento, elas alertam para uma queda no valor efetivamente utilizado em políticas destinadas ao setor ao longo dos últimos anos.

Segundo dados disponíveis no site da Spcine, em 2023, a empresa liquidou 63% do orçamento previsto; no ano seguinte, esse número despencou para 12%. Em 2025, houve uma recuperação parcial, para 38%. Neste ano, segundo a secretaria, foram liquidados até o momento R$ 16,9 milhões, o equivalente a apenas 31% dos recursos.

Procurada, a pasta diz que "esse percentual reflete uma execução parcial de um exercício que ainda está em andamento e não significa indisponibilidade ou perda dos recursos". Diz ainda que há R$ 55,2 milhões em orçamento alocados para a Spcine.

Desse montante, R$ 11 milhões são recursos da própria pasta, R$ 13 milhões são de contrapartida municipal ao Fundo Setorial do Audiovisual e R$ 11,7 milhões têm como origem a Secretaria Municipal de Educação. A pasta informa ainda que há R$ 26,8 milhões em recursos federais.

Procurada, a Spcine encaminhou o pedido de contato à Secretaria de Cultura. Segundo funcionários ouvidos pela reportagem em condição de anonimato, há uma tentativa da pasta de silenciar a diretora-presidente da empresa, Anna Paula Montini. Eles temem que um desmonte da empresa esteja em curso, alegação à qual a secretaria não respondeu.

Funcionários criticam, ainda, o que chamam de inação de Totó Parente, atual secretário de Cultura e Economia Criativa da capital paulista, sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes , do MDB.

Representantes das organizações que assinaram a carta enviada há duas semanas afirmam que a Prefeitura vem inflando a percepção sobre o investimento no setor com a intenção de mascarar o suposto desmonte.

"Os números são confusos justamente para parecer que o investimento é maior do que ele de fato é", diz o cineasta Mauro D'Addio, presidente da Associação Paulista de Cineastas, a Apaci. "O dinheiro nunca chega em quem está trabalhando ou em quem está precisando trabalhar."

O Plano Plurianual da Prefeitura de 2026 a 2029, lei de planejamento da administração municipal, prevê uma redução de 95% nas despesas sob a rubrica Cinema e Audiovisual, de R$ 42,2 milhões para R$ 2 milhões.

As entidades pedem, na carta, que o orçamento da Spcine seja aumentado para R$ 170 milhões no próximo ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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