"Não é modelo de gestão": os bastidores inéditos do bicampeonato do Atlético no Baianão
O bicampeonato baiano conquistado pelo Atlético de Alagoinhas em 2021 e 2022 ocupa um lugar especial na história do futebol do interior.
Por trás das taças, da festa no Carneirão e da quebra de forças no cenário estadual, no entanto, existiu uma realidade bem distante da esperada para um clube profissional.
Entre pré-temporadas realizadas em escolas, dificuldades de hospedagem e alimentação, orçamento limitado e um cotidiano marcado pelo improviso, as duas taças do Atlético-BA no Campeonato Baiano foram conquistadas em uma constante superação de obstáculos que iam muito além do campo.
Integrante do departamento de futebol nas duas conquistas, Armando Filho reconhece o comprometimento do grupo que enfrentou as adversidades e escreveu seu nome na história do Carcará.
Homenagem da Prefeitura de Alagoinhas ao Atlético-BA - Foto: Divulgação I Atlético-BA Por outro lado, para ele, é importante retomar as condições que viveram na época, para que o projeto construído com tantas dificuldades não seja romantizado ou colocado como referência administrativa."Foram dois anos de dificuldade.
Isso não deve ser usado como exemplo de futebol, não deve ser exemplo de gestão.
Naquele momento, os jogadores compraram a ideia e, graças a Deus, correu tudo bem.
Conseguimos ser campeões e bicampeões", opinou.A força desse "exemplo" ganha ainda mais peso diante do contraste entre o passado recente e o momento atual do clube.
Quatro anos depois do segundo título, o Atlético terminou o Campeonato Baiano de 2026 na lanterna e foi rebaixado à Segunda Divisão estadual.
Para Armando, a queda demonstra justamente que o modelo adotado pelo clube precisava ter sido revisto.
"É um time da grandiosidade do Atlético, com uma história bonita, que chegou a três finais consecutivas, conquistou dois títulos e foi vice-campeão uma vez", relembrou.
"Hoje, está na Segunda Divisão.
Isso mostra que realmente é preciso mudar o modelo de gestão.
O clube hoje é uma empresa e as coisas precisam ser feitas profissionalmente", disse.Elenco que abraçou o projetoArmando chegou ao Atlético para exercer a função de gerente de futebol, em uma época em que Matos era diretor e Albino Leite ocupava a presidência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.