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Em "Dark Horse" e Lulinha, Justiça não é cega; enxerga com um olho só

Metrópoles ·
Em "Dark Horse" e Lulinha, Justiça não é cega; enxerga com um olho só

Tudo indica que a única chance de haver uma investigação digna do nome do caso de “Dark Horse” está no inquérito que investiga as emendas pilantras, de que é relator o ministro Flávio Dino.

Como se sabe, alguns patriotas do PL, a começar do deputado Mário Frias (PL-SP), enviaram grana, por intermédio desse expediente, ao tal instituto de Karina da Gama, a dona da Go Up, produtora da hagiografia em favor de Bolsonaro.

Dino autorizou que a Polícia Civil de São Paulo compartilhe com a Polícia Federal o que apurou.

Vamos botar ordem na bagunça.

Insisto: nesse caso, investigam-se emendas direcionadas às entidades comandadas pela notória Karina da Gama.

Essa não é aquela investigação que busca saber se os R$ 62 milhões destinados por Daniel Vorcaro a Flávio e a Eduardo Bolsonaro serviram, entre outras finalidades, à coação no curso do processo e se o dinheiro financia a vida nababesca de Eduardo nos Estados Unidos.

Esse inquérito está também sob relatoria de André Mendonça.

E Flávio deve orar ao Senhor dos Exércitos, como se cultua por lá, pelo fato de o relator ser o ministro amigo da família.

Dali não vaza nem pensamento.

Quando a apuração está sob sigilo, isso é o certo.

Errado é fazer de inquéritos uma peneira de vazamentos seletivos, como os que se veem contra Lulinha — e, na verdade, vamos ser claros, contra Lula.

Trata-se de uma operação obviamente eleitoral e eleitoreira.

A propósito: nesse inquérito sob relatoria do Mendonça, sei lá por quê, os investigadores decidiram enviar perguntas sobre o “Dark Horse” à Agência Nacional de Cinema.

Tem cara de ser uma piada para não fazer a investigação devida.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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