Preço é o maior entrave para incorporação de canetas emagrecedoras no SUS
A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial e está relacionada a mais de 200 outras enfermidades.
O tratamento adequado da condição pode refletir diretamente no controle e na remissão da diabetes tipo 2, na redução do risco cardiovascular e de mortes súbitas associadas à apneia do sono, além de melhorar quadros de depressão e qualidade de vida.
O endocrinologista Clayton Luiz Dornelles Macedo, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), reforça que, apesar de a doença crônica ter um impacto sistêmico, ela permanece como a única sem medicamento para tratamento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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“A campanha visa democratizar o acesso à medicação adequada .
A iniciativa combate o estigma histórico que culpabilizava o paciente, reforçando o entendimento científico de que a obesidade envolve mecanismos biológicos e genéticos que exigem acompanhamento de longo prazo”, diz Macedo.
O médico destaca que a urgência da inclusão no SUS se faz necessária principalmente em um cenário em que há uma expansão científica e de mercado.
Novas versões do tratamento aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) podem reduzir o custo final no mercado privado mas, ainda assim, boa parte da população continua sem acesso ao medicamento.
“O valor ainda inviabiliza o acesso da maior parte da população vulnerável, mantendo a premissa de que o tratamento funciona apenas quem pode pagar”, reforça.
Para a médica endocrinologista Maria Edna de Melo, coordenadora do Departamento de Advocacy da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e membro da Comissão de Relações Institucionais e Políticas Públicas da SBEM, o acesso para tratamento da obesidade no setor público poderia ser facilitado por parcerias público-privadas.
“Depende do interesse do Ministério da Saúde e da indústria em priorizar a pauta.
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