Ibovespa sobe firme com alta do petróleo e eleições no radar; dólar cai
Principal índice de ações brasileiras, o Ibovespa opera em alta firme nesta segunda-feira (31), enquanto o dólar recua.
A disparada de 3% no preço do petróleo e as eleições presidenciais ficam no radar dos investidores brasileiros.
Estados Unidos e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez em um mês, neste domingo, e frustraram as expectativas de uma resolução em breve para o conflito que já dura seis meses.
As ações da Petrobras (PETR3, PETR4) sobem com força desde o início de pregão e impulsionam o índice - elas têm, sozinhas, mais de 10% de participação no Ibovespa.
Além disso, a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada hoje mostrou uma redução da vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.
Lula aparece com 47,1% das intenções de voto, ante 42,6% de Flávio, reduzindo a diferença entre os dois de 6,3 para 4,5 pontos percentuais.
Outra pesquisa, a BTG/Nexus, também mostra uma disputa apertada entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno, com 46% e 45% das intenções de voto, respectivamente, mantendo a diferença de 1 ponto percentual registrada na semana passada.
Os indicadores de ações americanos recuavam.
A sexta-feira terá o dado econômico mais importante da semana, o relatório “payroll”, com a geração de empregos nos Estados Unidos, a taxa de desemprego e os ganhos salariais.
O relatório de emprego americano ganha mais peso após Kevin Warsh, presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), deixar claro que conduzir a inflação de volta à meta de 2% é sua prioridade, sugerindo que as taxas podem subir.
O Ibovespa avançava 1,47%, aos 178.528 pontos, às 10h44.
O dólar comercial caía 0,59%, a R$ 5,174, no mesmo horário O petróleo tipo Brent subia 2,46%, a US$ 88,25 o barril.
O Dow Jones caía 0,30%, o S&P recuava 0,28% e o Nasdaq perdia 0,19%.
Orçamento de 2027 no radar O governo mostra o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 nesta segunda-feira, o que chama a atenção dos investidores porque põe a credibilidade fiscal à prova.
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