Em sabatina, Flávio foca em ataques a Lula e se esquiva de perguntas sobre Vorcaro
Em sabatina, Flávio foca em ataques a Lula e se esquiva de perguntas sobre Vorcaro - Candidato do PL menciona Lula dezenas de vezes, fala em "guerra" contra facções, defende armas, recicla propostas do pai e rebate questionamentos sobre ligações com Vorcaro mencionando relações de membros do Grupo Globo.O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) concentrou nesta sexta-feira (16/10) ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sabatina concedida à TV Globo. Falando um dia após o rival, Flávio mencionou nominalmente Lula três dezenas de vezes ao longo de 40 minutos de entrevista – em contraste com o petista, que evitou mencionar o senador do PL em sua sabatina.
Levemente à frente nas pesquisas do segundo turno, Flávio também levantou bandeiras já conhecidas da sua campanha, como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), fim da reeleição, além de prometer mobilizar militares para uma "guerra" contra narcotraficantes.
Após especulações de que poderia nomear o irmão Eduardo como ministro das Relações Exteriores, Flávio também disse descartar a nomeação. Por outro lado, foi menos direto ao refutar uma eventual nomeação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que isso "não está no radar".
Pressionado em vários momentos da sabatina, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, Flávio fez uso em larga medida da "tática Paulo Maluf", associada ao ex-prefeito de São Paulo e que consiste em evitar responder a perguntas desfavoráveis, usando o tempo para atacar adversários e falar de outros temas completamente alheios ao questionamento original.
Em uma etapa da entrevista, ao ser questionado por Lo Prete sobre as ações judiciais contra condenados no ataque de 8 de janeiro de 2023, Flávio desviou do assunto, acusando Lula de prejudicar motoboys de São Paulo. Em outro momento, quando questionado sobre suas ligações pessoais e financeiras com o banqueiro e fraudador Daniel Vorcaro, em especial o financiamento do filme Dark Horse, Flávio se esquivou apontando que um ex-CEO da Editora Globo também estava envolvido com o ex-dono do Banco Master.
Questionado sobre o fim da escala 6x1, que foi promulgada nesta sexta-feira, Flávio afirmou que não pretende rever a medida caso seja reeleito. Anteriormente, ele chegou a chamar a mudança de "eleitoreira" e "oportunista".
"Rodei o Brasil inteiro. Ouvi muitos trabalhadores. Votei conforme ouvi nas ruas", disse Flávio na sabatina. "Como ouvi que a grande maioria dos trabalhadores estavam favoráveis ao fim da escala 6x1, resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros", disse o senador, que acabou votando de forma virtual pela medida.
Ainda na sabatina, Flávio pareceu argumentar que o fim da escala 6x1 não resolve outros problemas.
"E digo mais, não pode ficar só nessa folga extra, todo mundo quer trabalhar menos e ganhar mais… o problema é que durante essa sua folga, com mais um dia de folga, você vai continuar andando de ônibus e sendo assaltado.
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