PF usa assinatura geológica do ouro em rastreio para combater comércio ilegal; entenda
Todo ouro apreendido no Brasil é encaminhado à Polícia Federal e analisado no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.
Por meio do programa Ouro Alvo, os peritos tentam identificar a origem do metal a partir de sua “assinatura” geológica e química, preservada desde a extração.
Essas características permitem aos peritos tentar descobrir a provável região de onde o ouro veio e diferenciar material legal proveniente de atividades ilícitas.
São analisadas diferentes formas do metal, como pepitas, amálgamas (mistura de ouro e mercúrio) e ouro esponja, resultante da queima do mercúrio.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná O garimpo ilegal se expandiu durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Desde 2023, a gestão Lula (PT) intensificou as operações de combate à atividade em determinadas regiões, como na Terra Indígena Yanomami.
Mais de 9.000 operações no território e em seu entorno contribuíram para uma redução de 99% nas áreas de garimpo ilegal.
Naquele ano, os novos alertas somaram 14.115 hectares, uma queda de 41,11% em relação a 2022, ano com maior número de novos alertas do governo Bolsonaro.
Os dados, no entanto, indicam que o garimpo também mudou de rota, avançando sobre áreas com menor presença da fiscalização.
Os peritos da Polícia Federal examinam a morfologia, a composição química e a idade geológica do material, comparando as amostras com perfis de referência armazenados no Banco de Perfis Auríferos, uma base de dados que reúne a assinatura geoquímica de áreas já mapeadas, incluindo terras indígenas como Yanomami e Munduruku.
O Brasil possui cerca de 24 províncias auríferas, como são chamadas as regiões geológicas com potencial de ocorrência de ouro.
Elas se espalham por diferentes áreas do país, principalmente na Amazônia.
Até agora, oito dessas regiões já foram mapeadas com mais detalhe, com prioridade para áreas mais pressionadas pelo garimpo ilegal.
“Apesar de não termos amostras de todas as 24 províncias, dispomos de uma base de estudos científicos que nos permite conhecer a idade geológica de cada uma delas”, afirma Erich Adam Moreira Lima, chefe do Serviço de Perícias em Geologia Forense da Polícia Federal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.