Quem é o único senador que votou contra o fim da escala 6×1 no Senado
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República no governo Jair Bolsonaro, foi o único parlamentar a votar contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1.
O texto foi aprovado nesta quarta-feira (14), com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.
A posição de Mourão destoou inclusive de parte da oposição, que decidiu apoiar a medida na reta final da campanha presidencial.
Na terça-feira (13), Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Palácio do Planalto, anunciou que votaria a favor da redução da jornada, depois de meses de críticas à proposta.
Mourão, porém, manteve sua posição contrária e classificou a votação como eleitoreira.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, o senador afirmou que a campanha de Flávio tomou sua decisão após avaliar os possíveis efeitos políticos de rejeitar a proposta.
“Há um comando de campanha na campanha do Flávio, que deve ter feito uma análise de risco e chegado à conclusão de que era melhor tomar essa atitude.
E eu não vou tecer comentários nem críticas à atitude que está sendo tomada pelo meu candidato à Presidência da República”, declarou.
Leia também Senado aprova fim da escala de trabalho 6×1; veja o que muda e quando começa a valer Proposta reduz jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso sem corte salarial O ex-vice-presidente já havia se manifestado contra a PEC durante a análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em setembro.
Na ocasião, ele e outros parlamentares da oposição questionaram a tramitação da proposta e defenderam mudanças nas regras.
Apesar da aprovação expressiva no plenário, o senador afirmou que a oposição poderá tentar flexibilizar as regras depois das eleições.
A possibilidade de mudanças também é defendida pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).
Nesta quarta-feira, o deputado anunciou que pretende apoiar, em 2027, uma proposta alternativa de pagamento por hora trabalhada, caso Flávio vença a eleição.
O que acontece agora? Com a aprovação em dois turnos nas duas Casas, a PEC poderá ser promulgada em sessão do Congresso Nacional, caso tenha sido preservado o texto aprovado pela Câmara.
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