Diagnóstico oncológico se fortalece com avanço de tecnologias de sequenciamento genético
O aumento dos casos de câncer impactará a saúde nas próximas décadas: apenas no Brasil, o Inca projeta 781 mil novos casos anuais entre 2026 e 2028.
Nesse contexto, o diagnóstico torna-se ainda mais decisivo, impulsionado por ferramentas como biópsia líquida e testes moleculares, que ampliam a precisão oncológica e a caracterização dos tumores.
O impacto desse movimento para os laboratórios foi tema do quarto episódio da nova temporada do podcast Mundo Lab-to-Lab, promovido pelo Lab-to-Lab Pardini, do Grupo Fleury.
Conduzido por Roberto Santoro, presidente da unidade de negócios, o programa recebeu Mariano Zalis, biomédico, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e consultor do Instituto Oncoclínicas.
Atualmente, o diagnóstico do câncer vai muito além da identificação do órgão ou tecido onde o tumor está localizado.
Com o avanço da medicina de precisão, tornou-se possível mapear características em nível molecular, de maneira personalizada.
Dessa forma, hoje um paciente não recebe apenas o diagnóstico de um câncer de pulmão, mas uma assinatura genética, um nome e sobrenome para o tumor, como costumam dizer os especialistas.
Tamanha descoberta tem reestruturado a forma como todo o cuidado oncológico se organiza.
Essa nova fase impulsiona a era dos tratamentos personalizados, do desenvolvimento das terapias-alvo, de imunoterapias mais avançadas, de biespecíficos e de outras classes medicamentosas.
Mais assertivas e seguras, elas começam a mudar o curso natural da doença.
O resultado é um paciente que é diagnosticado de maneira mais precoce e precisa, sofre menos com efeitos colaterais debilitantes, tem maiores chances de remissão da doença e maior taxa de sobrevida.
“A grande transformação começou com o sequenciamento do DNA, e hoje estamos vendo painéis que cobrem mais de 500 genes.
Antes, não existia essa ideia de medicina personalizada, e agora já falamos em oncologia de precisão”, analisa Zalis.
“Adaptar os laboratórios para essa complexidade também faz parte dessa evolução.” Novas tecnologias e métodos diagnósticos Desde 2003, quando o primeiro sequenciamento completo do DNA humano foi concluído, as tecnologias de sequenciamento genético e o próprio conhecimento sobre genética avançaram em ritmo acelerado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.