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Além das pistas: conheça o projeto que forma novos talentos no Brasil

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Além das pistas: conheça o projeto que forma novos talentos no Brasil

Danilo Queiroz, Gabi Mattos, Gabi Ohana, Julia Improta e Lais Tosta vão representar o Brasil no Sul-Americano Júnior, em Medelin

Você já parou para pensar em como o esporte pode mudar vidas? Um exemplo disso é o impacto causado pela academia Baldin Esgrima, que fica no bairro da Lapa, em São Paulo (SP). Cinco jovens atletas que treinam no local, representam o Brasil em campeonatos internacionais. O próximo destino do grupo será Medellín, na Colômbia, para a disputa do Sul-Americano Sub-15, Sub-17 e Sub-20, entre os dias 19 a 24 de outubro.

O OTD foi até a academia Baldin Esgrima, para conversar com Danilo Queiroz, Gabrielle Mattos, Gabriela Ohana, Julia Improta e Lais Tosta, além do treinador Rodrigo Baldin. Eles contaram sobre a relação com a modalidade, a mudança causada em suas respectivas vidas e o que mais gostam na rotina da esgrima.

A esgrima surgiu na vida do Danilo, ‘das Gabis’, da Júlia e da Lais, na escola. Nas aulas de educação física eles foram apresentados à modalidade. No caso do Danilo, a paixão foi instantânea. Já para as meninas, o interesse passou a surgir aos poucos. O que ninguém nega é o impacto do esporte em suas vidas.

“Minha mãe tinha muito trabalho comigo. Todo dia ia na porta da escola, porque era uma reclamação de que eu brigava. Eu tinha uma dificuldade de aprender a ler e escrever. Ficava com vergonha porque meus colegas sabiam e eu não. Com isso, eu sempre fazia uma manobra de tirar o foco de mim”. Foi assim que Danilo Queiroz descreveu sua vida na escola antes de conhecer a esgrima.

“A esgrima fez eu ser uma pessoa muito boa. Quando eu estava triste, vinha aqui (na academia), treinava pesado, esquecia dos problemas”, completou o jovem atleta.

Às vezes o esporte passa a moldar as relações. Esse é o caso de Gabrielle Mattos, que sempre gostou de esportes, e encontrou na esgrima uma forma de se aproximar mais das pessoas. “Eu comecei a me enturmar mais com as pessoas. Eu era bastante tímida. Acabou que, com a equipe (na Baldin Esgrima), eu consegui me enturmar mais, falar mais”, revelou.

Por vezes, a esgrima também pode ser um meio de reconhecer seu lugar no mundo, como é o caso de Gabriela Ohana. “Eu acho (que sem a esgrima), eu seria só mais uma pessoa aí no mundo, sem fazer nada. Bem sedentária”, disse a atleta aos risos.

A vida não mudou só para quem compete. A relação entre técnico e jovens esportistas, deu uma grande oportunidade para Rodrigo Baldin, fundador da academia de esgrima. “Não é um aprendizado e uma oportunidade só para eles. É para mim também. Eu virei técnico de seleção brasileira por causa deles. Tenho mais de 70 alunos na academia, por causa deles. Aprendi a dar aula por causa deles”, ressaltou o técnico.

A jornada ao longo dos anos não foi simples para esses atletas. A academia onde eles treinam realiza diversas ‘vaquinhas’ e rifas para a captação de recursos que ajudam financeiramente o grupo, para que eles se desenvolvam ainda mais na esgrima e continuem sendo um “motor” para as próximas gerações.

“A gente não está levando essas crianças para que elas apenas compitam.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.olimpiadatododia.com.br — o conteúdo pertence a Olimpíada Todo Dia.

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