Flamengo abusa do cai-cai, cede espaços e tem sorte que Estudiantes é ruim
O Flamengo só não volta para o Rio de Janeiro com uma derrota na bagagem porque o time do Estudiantes é limitadíssimo. O time argentino finalizou cerca de vinte vezes, mas em praticamente nenhuma delas levou perigo de verdade para Rossi. Falta muita qualidade, mesmo com os donos da casa ganhando a maioria das bolas aéreas.
Justamente por isso, o 0 a 0 acaba diminuindo consideravelmente as chances de os argentinos avançarem à final da Libertadores. É improvável que o Rubro-Negro repita o mesmo nível de atuação no Maracanã e com um pouquinho mais de qualidade a vitória é o caminho natural.
O time carioca teve dificuldades em se adaptar com o que era a confusa arbitragem de Juan Benítez. O paraguaio mudou de critério durante a partida, demorou a usar cartão, mas a verdade é que os flamenguistas abusaram na tentativa de cai-cai.
Bruno Henrique foi o que mais se jogou, com Samuel Lino tendo tido uma tentativa constrangedora de cavar um pênalti e Carrascal também protagonizando simulações dignas de prêmio de cinema.
Mesmo tendo mais posse de bola, o Flamengo não conseguiu levar trabalho para Muslera, que não foi exigido nenhuma vez nos 90 minutos. A ideia de Leonardo Jardim de colocar um meio com Saul, Pulgar e Paquetá foi insuficiente para criar chances, com o time se limitando a lançamentos, o que se agravou com a partida abaixo da média de Samuel Lino.
Na próxima partida, a volta de Jorginho pode dar outra organização para a criação, com Arrascaeta ainda sendo um desfalque sentido.
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