Após remédios para obesidade, medicamentos contra calvície viram aposta nos EUA
(Bloomberg) — As farmacêuticas encontraram uma solução promissora para a epidemia de obesidade — e suas ações foram recompensadas por isso.
Agora, os investidores estão de olho em uma nova leva de empresas que atacam um problema de natureza mais estética: a calvície.
A queda de cabelo de padrão hereditário afeta cerca de 50 milhões de homens e 30 milhões de mulheres nos Estados Unidos, mas não há novos medicamentos aprovados desde o fim dos anos 1990.
A promessa de tratamentos inovadores fez as ações da Veradermics Inc., negociadas sob o código “MANE”, dispararem quase 500% desde a abertura de capital da empresa, em fevereiro.
Já os papéis da Absci Corp. mais que dobraram em 2026.
A Cosmo NV também apresentou resultados positivos com um tratamento experimental contra a queda de cabelo masculina, embora suas ações negociadas em Zurique tenham sido pressionadas pelo sucesso de concorrentes americanos.
Para quem não pode se submeter a um transplante capilar — ou não tem condições financeiras para isso — restam basicamente duas opções: o minoxidil tópico vendido sem receita, princípio ativo do Rogaine, ou a finasterida, de prescrição médica, comercializada como Propecia.
Ambos podem provocar efeitos colaterais debilitantes; o minoxidil está associado a palpitações cardíacas, enquanto a finasterida é conhecida por reduzir a libido.
Wall Street vê os novos tratamentos como uma mina de ouro ainda inexplorada, com milhões de consumidores dispostos a pagar do próprio bolso por opções melhores — algo que lembra o boom dos medicamentos para perda de peso à base de GLP-1.
“Há pessoas que viajam até a Turquia para fazer um transplante capilar”, disse Gil Blum, analista da Needham que recomenda a compra das ações da Absci.
“Imagine se fosse possível fazer isso sem precisar de um transplante.” Farmacêuticas e investidores esperam repetir o sucesso dos medicamentos para perda de peso, que levaram o valor de mercado da Eli Lilly & Co. a superar US$ 1 trilhão e fizeram da Novo Nordisk A/S, por um breve período, a empresa mais valiosa da Europa.
Uma das terapias mais próximas de chegar ao mercado é o medicamento tópico da Cosmo, o clascoterona, que ataca a causa da calvície masculina ao bloquear diretamente no folículo capilar um hormônio que contribui para a queda dos fios.
A companhia afirma que o tratamento pode representar a “maior oportunidade individual” de seu portfólio e planeja apresentar um pedido de aprovação do novo medicamento às autoridades reguladoras dos EUA no primeiro trimestre de 2027.
A solução tópica de clascoterona a 5% utiliza o mesmo princípio ativo empregado no Winlevi, tratamento contra acne da Cosmo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.