Com 275 metros de comprimento e capacidade para afundar parcialmente o próprio convés, este navio consegue entrar debaixo de plataformas, embarcações e estruturas gigantescas antes de voltar à superfície carregando tudo sobre o casco
Tanques de lastro permitem que um dos maiores navios de transporte pesado do mundo mergulhe o convés e carregue estruturas offshore gigantescas
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O BOKA Vanguard é um navio semissubmersível de transporte pesado projetado para realizar algo que parece contradizer a lógica de um cargueiro convencional: afundar deliberadamente grande parte do próprio convés, permitir que estruturas flutuantes sejam posicionadas sobre ele e depois retornar à condição de navegação carregando cargas enormes fora da água. Construído em 2012, possui 275 metros de comprimento e convés principal de aproximadamente 275 por 70 metros.
O segredo está no sistema de lastro. Bombas transferem grandes volumes de água do mar para tanques distribuídos pelo navio, aumentando seu deslocamento e fazendo o casco descer de maneira controlada. Na condição submersa indicada pela ficha técnica atual, o calado pode chegar a aproximadamente 31 metros, permitindo que o convés fique vários metros abaixo da superfície.
Durante todo o processo, partes elevadas do navio permanecem acima da água e fornecem flutuabilidade e estabilidade suficientes para controlar a operação. O enchimento dos tanques não ocorre simplesmente de maneira uniforme: quantidade e distribuição do lastro são calculadas para controlar calado, inclinação longitudinal e inclinação lateral enquanto a carga se aproxima.
Depois que o convés atinge a profundidade planejada, uma estrutura que já flutua — como plataforma offshore, FPSO ou outra embarcação — pode ser deslocada sobre ele. Rebocadores, cabos, sistemas de posicionamento e guias previamente instalados ajudam a manter a carga exatamente na posição calculada, enquanto vento, ondas e corrente são continuamente considerados.
Em seguida, o processo é invertido. As bombas retiram água dos tanques, o navio ganha flutuabilidade e o convés sobe gradualmente até entrar em contato com a carga e levantá-la completamente para fora da água. Uma operação típica envolve:
Este vídeo oficial da Boskalis mostra o BOKA Vanguard transportando uma estrutura gigantesca sobre seu convés.
O princípio é diferente de um içamento convencional. Um guindaste concentra forças em cabos e pontos específicos enquanto suspende uma carga. No sistema float-on/float-off , a própria flutuabilidade permite colocar a estrutura sobre o convés antes que o navio emerja lentamente sob ela, distribuindo o peso sobre áreas de apoio previamente projetadas.
Isso torna possível transportar estruturas grandes demais para muitos equipamentos de içamento disponíveis no local. O navio também possui proa aberta e popa aberta, permitindo que cargas ultrapassem suas dimensões físicas em determinados projetos, desde que estabilidade, resistência estrutural, distribuição de peso e condições de navegação permaneçam dentro dos limites calculados.
Antes do carregamento, engenheiros determinam onde cada região da carga ficará apoiada e como as forças serão transferidas ao casco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.