Investidores monitoram PIB do Brasil e dados de emprego nos EUA
Os investidores monitoram o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil do segundo trimestre nesta terça-feira (1), que deve reforçar os sinais de que a economia está desacelerando e as apostas em corte de juros no país.
No exterior, os números de vagas em aberto (Jolts, na sigla em inglês) nos Estados Unidos estarão no foco hoje.
Após um avanço forte da economia no começo do ano, a atividade brasileira deve ter sofrido acomodação no segundo trimestre.
O salto do PIB deve desacelerar para uma alta de 0,4% na comparação com o trimestre anterior, conforme a mediana de 62 previsões que o Valor colheu com consultorias e instituições financeiras.
As projeções variaram de 0,2% a 0,7%.
No primeiro trimestre, o avanço foi de 1,1%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o ponto médio das projeções indica alta de 1,8%.
Nesse caso, as estimativas foram de piso de 1,2% a teto de 2,4%.
Além disso, o mercado está preocupado com os riscos fiscais.
O Banco Central informou ontem que a dívida bruta do país subiu para 82,51% do PIB em julho.
É o maior nível desde abril de 2021, quando marcou 82,62% do PIB.
O endividamento avançou 10,8 pontos percentuais no mandato atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No exterior, os números de vagas em aberto (Jolts, na sigla em inglês) nos Estados Unidos estarão no foco hoje, mas a sexta-feira terá o dado mais importante da semana, o relatório “payroll”, com a geração de empregos nos Estados Unidos, a taxa de desemprego e os ganhos salariais.
O relatório de emprego americano ganha mais peso após Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), deixar claro que conduzir a inflação de volta à meta de 2% é sua prioridade, sugerindo que as taxas podem precisar subir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.