7 de Setembro: aliados de Tarcísio viam ato "mais tranquilo" sem Malafaia
Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) avaliam que a participação do governador no ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista seria mais “tranquila” e colocaria o candidato à reeleição sob menos pressão caso o evento não tivesse a presença do pastor Silas Malafaia.
A avaliação é de que o fato de a mobilização ganhar o reforço de Malafaia e da “tropa de choque” bolsonarista faz com que o ato passe a ter um caráter mais inflamado, especialmente nas críticas ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) e ao ministro Alexandre de Moraes.
Após as revelações dos últimos dias que detalharam o nível da relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, Malafaia passou a enfatizar que o 7 de Setembro terá como principal foco os ataques ao magistrado, dando o tom que a campanha de Flávio deve adotar daqui para frente.
Inicialmente, a expectativa era de que, ao contrário dos últimos cinco anos, o líder religioso ficasse distante da organização do ato, que tem sido convocado pela campanha Flávio Bolsonaro (PL).
Após apelos do entorno do próprio Flávio, Malafaia se engajou na mobilização e passou a divulgar vídeos convocando a militância bolsonarista para o evento.
Na segunda-feira (31/8), o pastor disparou um vídeo com diversos políticos de direita promovendo o ato, incluindo Tarcísio.
Nesta quarta-feira (2/9), o pastor fez nova publicação, desta vez com boa parte das figuras do vídeo anterior enaltecendo mote “Fora Moraes” para o evento.
Tarcísio não aparece no vídeo.
Ao longo do mandato, o governador paulista buscou se equilibrar entre fazer acenos à base bolsonarista e manter a postura de político moderado, cultivando uma relação relativamente amigável com os membros da Corte.
Uma das “crises” nessa relação ocorreu justamente no 7 de Setembro do ano passado, quando o Tarcísio chamou Moraes de tirano no seu discurso.
Depois, ele se desculpou ao magistrado.
“Ninguém está acima da lei” Nessa quarta-feira (2/9), o candidato à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes evitou fazer acusações diretas ao ser questionado sobre a investigação da Polícia Federal (PF) que expôs a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Tarcísio disse que o presidente do STF, Edson Fachin, “tem que investigar, abrir um processo de investigação”.
“A gente não pode partir do pressuposto que aconteceu isso ou aquilo.
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