Depois dos carros, a carne: como a China avança sobre clientes do Brasil com frango até 20% mais barato
Entenda o comércio cruzado de frango Brasil x China Como mostrou o g1 nesta semana, a China está produzindo mais carne e laticínios do que consegue consumir, e o excedente está sendo exportado.
Com preços mais baixos e investimentos em tecnologia, empresas chinesas avançam sobre mercados tradicionalmente abastecidos por países como o Brasil.
O movimento é resultado de uma mudança no consumo interno e de uma estratégia do governo chinês para ampliar a segurança alimentar.
Nos últimos anos, o país incentivou a expansão da produção agropecuária, mas a demanda doméstica perdeu força, criando um excesso de oferta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dados alfandegários mostrados pela agência Reuters mostram agora que a China exportou US$ 2,6 bilhões em produtos de frango em 2025, quase o dobro do valor registrado em 2020.
No ano passado, o país também se tornou exportador líquido de carne de frango, ou seja, passou a exportar mais do que importar o produto.
China produz mais, mas consumo mudou Durante décadas, a carne suína foi a principal proteína da dieta chinesa.
Houve uma redução do consumo de porco, especialmente entre moradores de áreas urbanas, que passaram a dar mais espaço a outras opções, como o frango.
O consumo per capita de carne suína caiu 13% desde o pico registrado em 2023, segundo dados oficiais e informações da imprensa estatal chinesa.
Na direção contrária, o consumo de frango por pessoa aumentou mais de 50% na década encerrada em 2024.
Mesmo com a mudança nos hábitos alimentares e a desaceleração da economia, a produção continuou crescendo.
Em 2025, a China produziu um recorde de 59 milhões de toneladas de carne suína, enquanto a produção de aves avançou 7%.
Frango chinês chega a custar até 20% menos que o brasileiro Com a oferta elevada, os produtores chineses passaram a buscar compradores no exterior.
A vantagem de preço tem ajudado as empresas a conquistar clientes em mercados antes abastecidos por exportadores tradicionais.
Segundo Ezequiel Pires, presidente da comerciante internacional de carnes Branexx, cortes chineses de peito e coxa de frango custam de 10% a 20% menos que os produtos brasileiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.