'Tudo lotado de lama': operador de drones relata dificuldades em resgates em túneis no Nepal
Soldados do exército nepalês durante uma operação de resgate no túnel de um projeto hidrelétrico em Upper Trishuli.
Exército do Nepal via AP O cineasta e piloto de drones Manish Maharjan entrou no Nepal pelo Tibete, na China, pela passagem de fronteira de Rasuwagadhi, a mais próxima do local onde começaram as enchentes catastróficas da semana passada.
Ele estava no país havia dois dias quando a tragédia aconteceu.
Ao voltar para casa, Maharjan passou a usar seu trabalho para ajudar nas operações de resgate em uma região que conhece bem por causa das viagens que fez ao longo dos anos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Um dia depois das enchentes, ele se juntou às equipes de resgate do Exército do Nepal.
Desde então, utiliza drones equipados com câmeras térmicas para ajudar a localizar pessoas desaparecidas.
Segundo ele, pelo menos 900 trabalhadores continuam desaparecidos em 12 projetos de usinas hidrelétricas soterrados por lama e destroços.
Cerca de 500 deles estariam presos dentro de túneis de usinas.
Os drones ajudaram a localizar pessoas isoladas em encostas e outros locais de difícil acesso, incluindo cavernas.
Em alguns casos, Maharjan usou alto-falantes acoplados aos equipamentos para chamar os sobreviventes.
“Usamos alto-falantes para chamá-los.
Em alguns lugares, até colocamos músicas e esperamos por uma resposta.
Funcionou em alguns casos e nos ajudou a localizar pessoas”, afirmou.
Apesar de ter conseguido ajudar no resgate de pessoas em áreas abertas, Maharjan disse que procurar sobreviventes dentro dos túneis é muito mais difícil.
“Descobrimos que os túneis estavam cheios de lama, como pasta de dente dentro de um tubo.
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