CNJ forma maioria para manter afastamento de três juízes do Amazonas suspeitos de irregularidades
CNJ afasta três juízes de Manaus O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) formou maioria para manter o afastamento de três juízes do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), investigados por suspeitas de irregularidades na condução de processos.
Até o início da tarde desta quarta-feira (19), 11 dos 15 conselheiros haviam votado pela manutenção da decisão, assinada na segunda-feira (17) pelo corregedor-nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell.
Os magistrados foram afastados cautelarmente por 120 dias.
São eles: Leoney Figliuolo Harraquian, da 2ª Vara da Fazenda Pública; Rosselberto Himenes, da 7ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho; e Marco Antônio Pinto da Costa, da 1ª Vara da Dívida Ativa Estadual (VEDAE).
Até o início da tarde, votaram pela manutenção do afastamento Daiane Nogueira de Lira, Noemia Porto, Paulo Régis Machado Botelho, Fabio Francisco Esteves, Silvio Roberto Oliveira de Amorim Junior, Marcello Terto e Silva, Ulisses Rabaneda dos Santos, Andréa Cunha Esmeraldo e Jaceguara Dantas da Silva, além dos votos da Corregedoria e da Presidência do CNJ. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Ainda faltavam o voto de quatro conselheiros: Kátia Magalhães Arruda, Ilan Presser, Carlos Vinícius Alves Ribeiro e Rodrigo Badaró.
Segundo o site do CNJ, a sessão virtual deve ser encerrada ainda nesta quarta-feira (19).
Durante o afastamento, os juízes ficam impedidos de exercer atividades relacionadas aos processos.
Eles, no entanto, continuam recebendo normalmente os salários.
O CNJ também determinou a abertura de reclamações disciplinares individuais contra cada magistrado.
Em nota, o TJAM informou que cumprirá integralmente a decisão do CNJ, observando os termos e as determinações dentro de sua competência institucional.
Veja abaixo o que diz a decisão sobre cada magistrado: Leoney Figliuolo Harraquian Segundo o CNJ, os principais problemas apontados na atuação do magistrado são a demora na análise de processos e falhas na gestão do acervo.
Harraquian tinha 18 liminares paralisadas há mais de 30 dias e 18 processos sem movimentação por mais de 120 dias.
De acordo com o CNJ, a situação prejudica o andamento dos processos na Justiça do Amazonas.
Entre os casos citados estão ações de improbidade administrativa do Ministério Público do Amazonas (MPAM) que permanecem paradas por longos períodos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.