Presidente do PT diz que sistema político e judicial no Brasil "apodreceu"
O presidente nacional do PT, Edinho Silva , afirmou nesta quarta-feira (2/9) que o sistema político e judicial no Brasil “apodreceu”.
A declaração se dá no momento em que o Supremo Tribunal Federal ( STF ) enfrenta uma crise em decorrência da divulgação de relatório da Polícia Federal (PF) que mostra conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O líder da sigla se manifestou em nome da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) através de um vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo Edinho, “ninguém está acima da lei, seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar, ou até um integrante do Poder Judiciário”.
O petista defendeu ainda ser necessário adotar um código de ética para o Poder Judiciário para barrar os supersalários e a “promiscuidade entre interesses públicos e privados”.
“A campanha do presidente Lula defende que é urgente mudar o sistema político e judicial no Brasil, que vive uma profunda crise, que protege poderosos, perpetua privilégios e a corrupção.
O sistema apodreceu.
É preciso acabar com a farra das emendas parlamentares; adotar um código de ética para todo o Judiciário e Ministério Público, com o fim dos supersalários e a promiscuidade entre interesses públicos e privados.
É preciso também a adoção imediata de total transparência e controle dos gastos públicos em todos os níveis”, pontuou.
“O povo brasileiro não suporta mais viver nesse sistema de corrupção e privilégios.
É preciso ter muita maturidade para liderar as mudanças que o Brasil precisa.
É preciso ter compromisso histórico com a democracia”, finalizou Edinho na manifestação.
Assista: Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Edinho Silva (@edinhosilvapt) A publicidade das mensagens entre Vorcaro e Moraes nessa terça-feira (1º/9) e um pedido de explicações do relator do caso, ministro André Mendonça, provocou uma crise no STF .
No momento, a expectativa é se Edson Fachin, presidente da Corte, chamará julgamento do caso ao plenário .
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