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Fim do 6×1 é uma discussão séria que acabou reduzida a disputa política, dizem entidades empresariais

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Fim do 6×1 é uma discussão séria que acabou reduzida a disputa política, dizem entidades empresariais

Com fim do 6×1, entidades empresariais alertam para aumento inevitável de custos e de preços Naturalmente preocupada com a agora aprovada redução da jornada de trabalho no Brasil e da escala de seis dias para cinco dias de trabalho semanais, representantes da indústria, do comércio e dos serviços alertam para os vários impactos que virão com a mudança por conta do aumento de custos inevitável.

A Confederação Nacional das Indústrias (CNI), por exemplo, calculou que o aumento de custos com contratações pode levar a elevações de até 6% nos preços dos produtos nas prateleiras para os consumidores.

As grandes entidades empresariais também destacam que se trata de um tema delicado que, aprovado no afã das eleições, acabou não recebendo a discussão técnica que merecia.

Em todos os princiais posicionamentos emitidos por elas, seus porta-vozes afirmam que o ideal é que está decisão deveria ter sido tomada fora de um período eleitoral.

Continua após a publicidade “Respeito a decisão do Senado, mas considero preocupante a aprovação de uma proposta que põe fim à jornada de trabalho vigente sem um debate aprofundado sobre seus impactos no setor produtivo”, disse Alfredo Cotait Neto, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que representa os comerciantes do estado, em sua grande maioria micro e pequenos negócios.

“ Sempre reconheci a legitimidade dessa discussão, mas defendi que ela ocorresse após o período eleitoral, justamente para evitar que um tema de tamanha relevância fosse contaminado por interesses eleitorais e pela busca de votos.

Esse diálogo, infelizmente, não aconteceu”, acrescenta.

Continua após a publicidade Paulo Skaf, presidente da Fiesp, a federação das indústrias de São Paulo, chamou o projeto de ‘PEC Boca de Urna’ e pontuou o mesmo em um posicionamento público divulgado ainda na noite da quarta-feira, pouco depois da aprovação da medida no Senado.

“Nossa posição sempre foi a de que um tema dessa magnitude exigia debate profundo e fora do calendário eleitoral, sem o risco de se tornar uma ‘PEC Boca de Urna'”, disse, reforçando os aumentos de custo e também a tendência de que quem acabe “ganhando” seja o mercado informal, com a migração dos empregados para ele.

Continua após a publicidade “Nenhum país no mundo engessou a escala de trabalho na sua Constituição”, acrescenta Skaf.

“Decisões açodadas têm um preço alto e, infelizmente, essa conta será paga por toda a sociedade.” Fim da escala 6×1 Continua após a publicidade Aumento de 6% nos preços A CNI, que representa as indústrias em nível nacional pontua o mesmo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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