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Mercados abrem terça-feira sob tensão e Brasil aguarda dado do PIB

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Mercados abrem terça-feira sob tensão e Brasil aguarda dado do PIB

Bolsas asiáticas e europeias recuam nesta terça enquanto o mercado brasileiro se prepara para o dado do PIB do 2º trimestre

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Os mercados financeiros começam a primeira sessão de setembro sob clima de cautela. Lá fora, o principal motor da apreensão é a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar o petróleo e reacender o medo de uma inflação mais persistente nos Estados Unidos.

Some-se a isso a forte alta dos juros dos títulos do Tesouro americano de dez anos, que chegaram a 4,78%, maior patamar desde janeiro de 2025, e a incerteza sobre os próximos passos do Federal Reserve.

Esse cenário derrubou as bolsas asiáticas, com Hong Kong recuando quase 1%, e também pesa sobre a Europa, que opera mista/negativa, com Londres e Frankfurt no vermelho.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros de Wall Street indicam abertura em queda, refletindo o receio de que o petróleo mais caro dificulte o trabalho do Fed.

Justamente por causa do conflito no Oriente Médio, o petróleo subia no começo da manhã: o Brent cerca de 2%, cotado perto de 92,38 dólares o barril, enquanto o WTI avançava ainda mais forte, perto de 88,03 dólares.

O Bitcoin segue praticamente estável, em torno de 77.900 dólares, sem um sinal único de direção, enquanto o ouro recuava para cerca de 4.400 dólares a onça diante da realização de lucros após fortes altas recentes.

No Brasil , os olhos do mercado se voltam para a divulgação do Produto Interno Bruto do segundo trimestre, nesta manhã, com expectativa de crescimento de 0,4% ante o trimestre anterior, uma desaceleração frente ao avanço de 1,1% visto no início do ano.

O resultado deve refletir o desempenho da indústria extrativa pelo lado da produção e um consumo das famílias mais fraco pelo lado da demanda.

A bolsa brasileira chega embalada por nove pregões seguidos de alta, puxada especialmente pelas ações da Petrobras, mas ainda fechou agosto no negativo.

O dólar, por sua vez, subiu mais de 2% no mês e fechou a última sessão perto de 5,18 reais. Investidores também acompanham o envio ao Congresso do orçamento de 2027, que prevê superávit primário de 18,6 bilhões de reais, com certo ceticismo, além do noticiário eleitoral , marcado pela ascensão da candidatura de Augusto Cury nas pesquisas mais recentes.

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