sábado, 29 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Brasil

Tratamento contra parasita que causa ‘cegueira dos rios’ alcança 85,4% na Terra Yanomami

Folha de Boa Vista ·
Tratamento contra parasita que causa ‘cegueira dos rios’ alcança 85,4% na Terra Yanomami

Terra Yanomami concentra o último foco ativo da doença nas Américas, na fronteira com a Venezuela.

Foto: Divulgação/ MS O tratamento contra o parasita responsável pela oncocercose , conhecida como “cegueira dos rios”, alcançou 85,4% da população elegível na Terra Indígena Yanomami no primeiro semestre de 2026.

O percentual supera a meta de 85% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para interromper a transmissão da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, a Terra Yanomami, entre Roraima e Amazonas, concentra o último foco ativo de oncocercose nas Américas.

A região fica na fronteira com a Venezuela e é alvo de ações contínuas de prevenção e tratamento.

“Nesse primeiro ciclo de 2026, chegamos a 85,4% de cobertura da população elegível para o tratamento coletivo, que corresponde a toda a população em risco, menos as gestantes, pessoas gravemente doentes e crianças menores de 5 anos, com menos de 90 cm de altura e menos de 15 quilos” , destacou o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Francisco Edilson Ferreira.

Apesar da circulação do parasita, o Brasil não registra atualmente casos de cegueira provocada pela doença.

O último caso de comprometimento ocular associado à oncocercose foi identificado em 2012.

A doença é causada pelo verme Onchocerca volvulus e transmitida pela picada do pium ou borrachudo infectado.

Após entrar no organismo, o parasita produz microfilárias, que podem se espalhar pelo corpo e atingir os olhos, provocando lesões na córnea e, em casos graves, perda irreversível da visão.

Tratamento A ivermectina é utilizada no tratamento coletivo para eliminar as microfilárias e reduzir a circulação do parasita.

Na área de risco, o medicamento é administrado duas vezes ao ano.

Conforme o MS, os 85,4% de cobertura correspondem à população elegível para receber o tratamento.

Gestantes, pessoas gravemente doentes e crianças menores de 5 anos com menos de 90 centímetros de altura e menos de 15 quilos não fazem parte desse grupo.

Ler a notícia completa no Folha de Boa Vista ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.

Mais de Folha de Boa Vista

Ver tudo ›

Mais em Brasil

Ver tudo ›