Ação de hoje contra Discord não é ponto final, diz diretor da ANPD
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A medida tomada hoje pela ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) contra o Discord não encerra a apuração sobre a plataforma, disse Iagê Miola, diretor do órgão, no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
A ANPD determinou a suspensão, no Brasil, da funcionalidade Go Live - transmissões ao vivo em servidores fechados do Discord - após a área técnica apontar "altíssimo risco" para crianças e adolescentes, com possível induzimento ao suicídio e automutilação.
É importante frisar que a ação de hoje não é um ponto final da atuação da ANPD. Na verdade, a investigação iniciada na sexta-feira ainda vai avaliar outros aspectos da arquitetura do Discord, como, por exemplo, se os mecanismos de supervisão parental estão funcionando adequadamente, se os mecanismos de aferição de idade estão sendo efetivos.
É olhar para a plataforma como um todo para garantir que ela esteja em conformidade com o ECA Digital. Iagê Miola, diretor da ANPD
Miola afirmou que a área técnica da ANPD instaurou um processo de fiscalização na sexta-feira, recebeu informações iniciais da empresa na segunda e se reuniu com representantes do Discord na véspera da decisão.
A área técnica da ANPD instaurou esse processo na sexta-feira. Recebemos informações iniciais na segunda-feira e ontem, após reunião com a empresa, recebemos mais informações.
Com esse conjunto de dados, identificou-se que há um problema gravíssimo na estrutura de uma funcionalidade oferecida pelo Discord. Iagê Miola, diretor da ANPD
Segundo ele, a medida foi "cirúrgica" e mirou apenas as lives em servidores fechados. "Outros mecanismos de comunicação e chat por meio de voz, por exemplo, continuam funcionando", disse, ao negar que a plataforma tenha sido bloqueada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.